OMS: Grandes esforços são necessários para reduzir a ingestão de sal e proteger vidas

29/03/2023 às 07h26 - quarta-feira | Atualizado em 29/03/2023 às 11h20

Já mostramos aqui no Portal Boa Vontade os perigos do consumo em excesso do sal e que a maioria das pessoas nem sabe o quanto de sódio consome por dia. 

E um relatório inédito da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o consumo de sal mostra que estamos longe de atingir a meta global de reduzir o consumo de sódio em 30% até 2025. 

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O sódio é um nutriente essencial, mas, se ingerido em excesso, aumenta o risco de doenças cardíacas como AVC, e morte prematura. A principal fonte de sódio é o sal de cozinha (cloreto de sódio), mas outros temperos, como o glutamato de sódio, também contêm sódio. O relatório mostra que apenas 5% dos Estados Membros da OMS possuem políticas de redução de sódio obrigatórias e abrangentes e que 73% dos Estados Membros da OMS não implementam totalmente tais políticas.

A implementação de políticas de redução de sódio, altamente econômicas, poderia salvar cerca de 7 milhões de vidas em todo o mundo até 2030. É um componente importante das medidas para atingir a meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de reduzir as mortes por doenças não transmissíveis. Atualmente, apenas nove países (Brasil, Chile, República Tcheca, Lituânia, Malásia, México, Arábia Saudita, Espanha, Uruguai) têm um conjunto abrangente de políticas recomendadas para reduzir a ingestão de sódio.

“Dietas pouco saudáveis ​​estão entre as principais causas de doenças e mortes em todo o mundo e a ingestão excessiva de sódio é um dos principais responsáveis”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. “Este relatório mostra que a maioria dos países ainda não adotou nenhuma política obrigatória de redução de sódio, deixando sua população em risco de ataque cardíaco, derrame e outros problemas de saúde. A OMS pede a todos os países que implementem os “Melhores Investimentos” para redução de sódio e aos fabricantes que implementem os parâmetros de referência da OMS para o teor de sódio nos alimentos.”

Uma abordagem abrangente para a redução de sódio inclui a adoção de políticas obrigatórias e as quatro intervenções de “melhores investimento” da OMS relacionadas ao sódio, que contribuem muito para a prevenção de doenças não transmissíveis. Elas incluem:

- Reformular alimentos para conter menos sal e estabelecer metas para a quantidade de sódio em alimentos e refeições;
- Estabelecer políticas públicas de aquisição de alimentos para limitar alimentos ricos em sal ou sódio em instituições públicas, como hospitais, escolas, locais de trabalho e asilos;
- Rotulagem na frente da embalagem que ajuda os consumidores a selecionar produtos com baixo teor de sódio;
- Comunicação de mudança de comportamento e campanhas de mídia de massa para reduzir o consumo de sal/sódio;

Os países são incentivados a estabelecer metas sobre quantidade de sódio para alimentos processados, de acordo com os Padrões Globais de Sódio da OMS e aplicá-los por meio dessas políticas.

A OMS faz um chamado aos Estados Membros para implementar políticas de redução da ingestão de sódio e para mitigar os efeitos nocivos do consumo excessivo de sal. A OMS também pede aos fabricantes de alimentos que estabeleçam metas contunentes de redução de sódio em seus produtos.

MENOS DE 5 GRAMAS

A ingestão média global de sal é estimada em 10,8 gramas por dia, mais que o dobro da recomendação da OMS de menos de 5 gramas de sal por dia (uma colher de chá). Consumir muito sal é o principal fator de risco para mortes relacionadas à dieta e à nutrição. Mais evidências estão surgindo documentando as ligações entre a alta ingestão de sódio e o aumento do risco de outras condições de saúde, como câncer gástrico, obesidade, osteoporose e doença renal.

“A dica para diminuir o uso do sal é utilizar temperos à base de ervas aromáticas, que realçam o sabor sem precisar do uso exagerado do sal, e não deixar o saleiro à disposição em cima da mesa. Quanto ao açúcar, preferir alimentos com pouca ou sem adição de açúcar, doces à base de frutas e substituir o açúcar (ou pelo menos parte dele) no cafezinho, suco, por adoçantes dietéticos”, sugere a nutricionista Carolina Godoy. “Todos devem ficar de olho nas embalagens dos produtos e ler a tabela nutricional.”

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Colocar o respeito à saúde como prioridade é fundamental. Além do cuidado material com o corpo físico, deve-se ter a consciência de que cada um é responsável pelas consequências que o descuido com a saúde implica ao Espírito, pois se forem relapsos com o organismo o tempo de vida na Terra pode ser comprometido e, com isso, prejudicar a própria trajetória de evolução espiritual. 

 

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Com informações das Nações Unidas