Da redação

Dia Mundial da Prevenção do Suicídio realça perda de 700 mil pessoas por ano

Da redação

10/09/2023 às 07h18 - domingo | Atualizado em 10/09/2023 às 10h36

Este Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, marcado em 10 de setembro, chama a atenção para o problema de saúde pública que mesmo sendo prevenível causa a morte de 700 mil pessoas por ano. 

De cada 20 tentativas de tirar a própria vida uma resulta em um caso consumado, alerta a Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio, que lidera eventos sobre a data em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

OMS

O suicídio é a quarta principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos

Suicídios são evitáveis

Com a série de reflexões junto de organizações, governos e público, a meta é mobilizar sobre a gravidade da questão, reduzir o estigma e aumentar a consciência de que o ato pode ser evitado.

O suicídio é a quarta principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos em todo o mundo. Estima-se que 77% dos casos acontecem em países de baixa e média rendas.

Questões de saúde mental associadas ao problema incluem a depressão e situações relacionadas ao consumo de álcool. Há também ligação com uma tentativa anterior de suicídio em ambientes de alto rendimento, onde muitos casos acontecem de forma impulsiva durante momentos de crise. 

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Especialista fala sobre a importância da prevenção ao suicídio

Outros fatores de risco incluem experiências de perda, solidão, discriminação, ruptura de relacionamento, problemas financeiros, dor e doença crônica, violência, abuso, conflitos ou outras emergências humanitárias.

Famílias, amigos, colegas e comunidades

Tirar a própria vida ou uma tentativa de o fazer são atos que acabam afetando famílias, amigos, colegas, comunidades e sociedades. Para tal, a OMS alerta que a prevenção seja em nível individual, comunitário e nacional.

A agência da ONU adverte para sequelas de longo prazo nos campos social, emocional e econômico. Este ano, a data é marcada sob o tema “Criando Esperança Através da Ação”, o mesmo desde 2021.

A finalidade é destacar as alternativas existentes ao suicídio e ações que trazem esperança ou reforçam a prevenção junto a pessoas que pensam em suicidar-se ou apresentam outras dificuldades.

A OMS destaca ainda que a prevenção do suicídio é prioritária para lidar com a saúde pública, alertando para a urgência em adotar medidas para reduzir as taxas de mortalidade. 

PELA VIDA E CONTRA O SUICÍDIO

Já ensinava o saudoso poeta Alziro Zarur (1914-1979): “O suicídio não resolve as angústias de ninguém”. E o jornalista e escritor Paiva Netto, ciente da continuidade da vida, também explica no artigo O suicídio golpeia a Alma: "A vida continua sempre, e lutar por ela vale a pena. Ainda que se apresente a escuridão da noite, o Sol nascerá no horizonte, derrotando as trevas e trazendo a claridade aos corações. Por isso, proclamamos: o grande segredo da vida é, amando a vida, saber preparar-se para a morte, ou Vida Eterna. Ressalte-se: o falecimento deve ocorrer somente na hora certa determinada por Deus."

Se você conhece alguém que apresentou mudanças de comportamento, ou deu sinais de que não valoriza a própria vida, ofereça a atenção e encontre caminhos para que essa pessoa saia desse sofrimento. Busque ajuda especializada, converse com alguém. No portal da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo você encontra outras informações sobre o tema.

Nada melhor para fortalecer a esperança do que falar com Deus. Encontre na oração a força para ajudar quem precisa lutar e vencer o desânimo e também inspiração para saber o que falar nesse momento delicado. Então, ore conosco:

 

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Com informações das Nações Unidas

Português, Brasil

Apresentadora Maria Beltrão promove sessão de autógrafos na Bienal do Livro

Da redação

09/09/2023 às 16h45 - sábado | Atualizado em 09/09/2023 às 18h49

Pedro Felipe Zeferino

Apresentadora Maria Beltrão promove sessão de autógrafos na 21ª Bienal Internacional do Livro do RJ.

A apresentadora Maria Beltrão, do programa “É de Casa”, da TV Globo, promoveu na tarde deste sábado, 9, na 21ª Bienal Internacional do Livro do RJ, sessão de autógrafos da sua estreia na literatura, com a obra “O amor não se isola" (Máquina de Livros). O evento ocorreu na Praça de Autógrafos do Pavilhão Azul, e reuniu fãs, leitores, amigos e familiares da autora.

- VEJA GALERIA DE FOTOS DA BIENAL DO LIVRO DO RJ

Lançado em 2020, no auge da pandemia de Covid-19, o livro de Maria Beltrão conquistou o público através de três emocionantes transmissões ao vivo nas redes sociais. “O amor não se isola" é uma obra que transcende a pandemia que a inspirou. Escrito no formato de um diário, o livro compartilha histórias, reflexões e confidências que permeiam a vida da autora.

Pedro Felipe Zeferino

Apresentadora Maria Beltrão promove sessão de autógrafos na 21ª Bienal Internacional do Livro do RJ.

Com a mesma inteligência e encanto, Maria abre as portas de sua casa, sua família e suas emoções. A obra é uma reflexão sobre a vida em todas as suas dimensões. Os relatos, extremamente pessoais e íntimos, mostram uma mulher apaixonada, inteligente, culta e bem-humorada, que tem a virtude de transformar amigos em fãs e fãs em amigos. 

Representantes da Legião da Boa Vontade (LBV) prestigiaram o evento, cumprimentando a jornalista, que dedicou um exemplar da obra ao presidente da Instituição com a seguinte mensagem: “Queridíssimo Paiva Netto, obrigada por nos prestigiar! Este livro é porta para o meu lar. Entre e fique à vontade! Beijos, Maria Beltrão".

Português, Brasil

Kyra Gracie tem vida retratada em livro infantil

Da redação

06/09/2023 às 15h11 - quarta-feira | Atualizado em 08/09/2023 às 09h36

“Um Golpe de Respeito” (Ciranda Cultural), escrito pela jornalista Ágatha Lemos Toniolo, baseado na história de Kyra Grace, mostra que, de uma maneira divertida, e até atrapalhada, é possível aprender lições importantes que tornam a vida mais leve.

Reprodução

Kyra Gracie

Kyrinha é a personagem principal do livro, que, ao lado do amigo Titi ensina sobre respeito e os principais valores do Jiu-Jitsu, como honra, persistência e determinação. "O livro é sobre virtudes, é sobre sermos pessoas do bem, faixa-preta na vida. Um livro para que qualquer pessoa, mesmo as que não praticam Jiu-Jitsu possam aprender sua filosofia e levar para vida", afirmou Kyra à Super Rede Boa Vontade de Comunicação. 

Ao receber os cumprimentos da equipe da Legião da Boa Vontade, em nome do presidente da Instituição, Kyra Gracie declarou: "Sou muito fã do trabalho da LBV que tem vários projetos, incluindo o Jiu-Jitsu. Já fui em diversos projetos para conhecer e dar aula. Fico muito feliz em ver como cresce a cada dia e quantas vidas são transformadas através da LBV", disse. 

 

Português, Brasil

Encontro Literário #EuLeioPaivaNetto agita Bienal do Livro do RJ

Da redação

07/09/2023 às 20h21 - quinta-feira | Atualizado em 08/09/2023 às 08h29

Na tarde desta quinta-feira, 7, diversos jovens de todas as idades se reuniram na 21ª Bienal Internacional do Livro do RJ para compartilharem suas páginas prediletas do livro Jesus, o Libertador Divino, do escritor e jornalista Paiva Netto, numa roda de conversa e muita interação.

#EuLeioPaivaNetto

Estudioso dos temas bíblicos há mais de seis décadas, Paiva Netto é um dos maiores pregadores da atualidade. Suas obras oferecem a aos leitores uma valiosa e original perspectiva para elucidar questões da vida humana pelo prisma da Espiritualidade Ecumênica. Suas publicações já foram traduzidas para mais de 25 idiomas, além de textos em braile, e estão entre as mais vendidas em eventos literários.

Português, Brasil

ABL de volta à Bienal com estande virtual e programação lúdica e histórica

Da redação

06/09/2023 às 14h14 - quarta-feira | Atualizado em 08/09/2023 às 09h38

Divulgação/ABL

ABL de volta à Bienal com estande virtual e programação lúdica e histórica

Dentro da programação da 21ª Bienal Internacional do Livro do Rio, a Academia Brasileira de Letras preparou uma pauta diversificada para seu estande, com agenda de conversas entre Acadêmicos, jornalistas, cientistas sociais e políticos.

Para o presidente Merval Pereira, a presença da Academia Brasileira de Letras na Bienal do Livro é sinal de que a ABL quer estar cada vez mais próxima das atividades culturais relevantes e, sobretudo, dos cidadãos e dos jovens. 

Um holograma de Machado de Assis, primeiro presidente da Casa, recebe os visitantes do estande, que terá um painel com imagens e informações sobre os 40 Acadêmicos. Além disso, o estande terá oito telas de led onde serão mostrados vídeos institucionais e da programação cultural da ABL.

Reprodução

Joaquim Falcão

O objetivo da ABL é fazer do seu estande um lugar de discussão e debates de temas que impactam a vida dos brasileiros em diversas áreas.  À Super Rede Boa Vontade de Comunicação, o Acadêmico Joaquim Falcão salientou que "com as tecnologias e o ressurgimento de um Brasil diferente, nós temos que ter uma cultura e uma literatura popular".  Ao final da entrevista, mandou o recado: "Um abraço no Paiva Netto”.

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Com informações da ABL

Português, Brasil

Ciclone provoca estragos no Rio Grande do Sul; ore pelas vítimas

Da redação

05/09/2023 às 15h54 - terça-feira | Atualizado em 11/09/2023 às 09h43

A tempestade que atinge o norte do Rio Grande do Sul desde a madrugada da última segunda-feira, 4, provocou a morte de mais de 40 pessoas nas cidades de Mato Castelhano, Passo Fundo e Ibiraiaras. A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros. 

Divulgação/Prefeitura de Passo Fundo

Passo Fundo foi uma das cidades mais atingidas pela passagem do ciclone extratropical pelo Rio Grande do Sul 

A região norte do estado foi a mais atingida pela tempestade, pelo ciclone e pela frente fria, informou o Inmet, que já previa que a passagem de uma frente fria pelo Uruguai e pelo Rio Grande do Sul no último sábado, 2,  provocaria tempestades localizadas, com possibilidade de queda de granizo em áreas isoladas desse estado e também de Santa Catarina, do Paraná e de Mato Grosso do Sul.

O último balanço da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, divulgado por volta das 18h30 deste domingo, 10, apontou que aumentou o número de moradores fora de casa após fortes chuvas atingirem dezenas de municípios gaúchos no início de setembro. De acordo com o documento, são 4.794 desabrigados – pessoas que necessitam de abrigo público – e 20.490 desalojados – pessoas que estão em outras residências.

ORE PELOS AFETADOS

Como gesto de solidariedade, nós, do Portal Boa Vontade, convidamos você a integrar a Corrente Ecumênica de Oração em favor dos desabrigados e desalojados, a fim de confortar os corações de todas as vítimas desse desastre natural e seus famíliares.

Integre a Corrente Ecumênica de Oração por meio da Prece do Pai-Nosso, a Oração Ecumênica de Jesus*. 

MOBILIZAÇÃO SOLIDÁRIA

A Legião da Boa Vontade (LBV) por meio de sua Campanha SOS Calamidades está mobilizando a população para fazer doações em prol das pessoas e famílias afetadas pelos fortes temporais.

- SAIBA COMO AJUDAR

Em um momento emergencial como este, toda a ajuda se faz necessária, por isso, a LBV abriu postos de arrecadação para receber donativos, os quais serão entregues à Defesa Civil para atendimento às vítimas das chuvas. Faça parte dessa força-tarefa para enviar a assistência humanitária aos que mais necessitam. 

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Com informações da Agência Brasil

Português, Brasil

Inclusão, Espiritualidade e saúde mental são debatidos em nova edição da revista BOA VONTADE

Da redação

05/09/2023 às 08h52 - terça-feira | Atualizado em 05/09/2023 às 16h12

Lançada nesta terça-feira, 5 de setembro, a edição 287 da revista BOA VONTADE, aborda temas profundos e fundamentais para a construção de um mundo mais solidário: Caridade Completa, Espiritualidade, saúde mental e inclusão social. Com conteúdo inspirador, a publicação promete tocar uma vez mais os corações com artigos relevantes, histórias de vida e importantes reflexões e alertamentos.

Ao celebrar o Dia Internacional da Caridade (5 de setembro), o artigo “Caridade na ONU”, do jornalista e escritor Paiva Netto, presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), abre a revista, exaltando o valor desse ato solidário como um elo que sustenta a humanidade: “Caridade, criação de Deus, é o sentimento que mantém o ser vivo nas horas de tormenta de sua existência. (...) Trata-se simplesmente disto: Amor, sinônimo de Caridade, de que tanto carece a sociedade míope, obumbrada pela cultura insidiosa, mantida por aqueles que provocaram, para os povos, as desgraças todas que ensanguentam a História e que nos põem em perigo constante. Até quando? A Caridade sustenta a vida humana”.

Os desafios e as boas estratégias que permitem a participação ativa de pessoas com algum tipo de deficiência, que envolvem acolhimento, afeto e arte são apresentados por meio de três comoventes trajetórias de atendidos pelos serviços socioeducacionais da Legião da Boa Vontade na seção “Inclusão”. Entre elas, a história de Wesley, um menino autista que encontrou acolhimento na unidade da LBV em Campinas/SP, e da Sandra Dahmer, que superou desafios físicos por meio do conhecimento e do apoio da Instituição.

No mês dedicado à prevenção do suicídio, a revista traz os destaques de palestra do dr. Antônio Geraldo, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria e coordenador nacional da Campanha Setembro Amarelo, que ocorreu durante live do Fórum Mundial Espírito e Ciência, da LBV. Nela, ele reforçou a necessidade de tratamentos eficazes para transtornos mentais e a prevenção ao suicídio. Conheça ainda uma história real de superação, que contou com o atendimento on-line Pela Vida, oferecido pela Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo.

Em “Esporte e Espiritualidade”, o amigo leitor(a) pode ler a entrevista inspiradora com Karla Cristina Martins da Costa, ex-jogadora de basquete e diretora-presidente do Basquete Feminino Unimed. Ela compartilha como a Espiritualidade tem sido um fator motivador em sua carreira no esporte e fala sobre sua vivência no Templo da Boa Vontade (TBV), desde bem jovem quando morava em Brasília/DF.

Por fim, veja, na seção “Biosfera”, entrevista exclusiva com a renomada professora Marta de Azevedo Irving, especialista em desenvolvimento ligado às relações Sociedade-Natureza, inclusão social e governança democrática. Leia tudo isso e muito mais na edição 287 da revista BOA VONTADE, veiculada pela plataforma Revista Digital Online (RDO) (www.revistaboavontade.com.br).

Português, Brasil

Na Bienal do Livro, jornalista Fabrício Carpinejar dedica livro a Paiva Netto

Da redação

04/09/2023 às 10h57 - segunda-feira | Atualizado em 10/09/2023 às 09h25

Pedro Felipe Zeferino

Dentro da programação da 21ª Bienal Internacional do Livro do Rio diversos escritores lançam suas obras e participam de concorridas sessões de autógrafo. 

A exemplo do poeta e jornalista Fabrício Carpinejar, que neste fim de semana lançou sua obra literária Manual do Luto (Editora Bertrand Brasil), que trata das lições da saudade que a separação da pessoa amada nos traz. 

Na oportunidade o autor dedicou um exemplar da obra ao presidente da LBV com a seguinte mensagem: "Rio 3/9/23 — Para Paiva Netto, amigo, essa dor merece respeito. Abraço. Carpinejar”.

 

Português, Brasil

Confira a galeria de fotos da 21ª Bienal Internacional do Livro do RJ

Da redação

04/09/2023 às 13h52 - segunda-feira | Atualizado em 05/09/2023 às 10h45

Português, Brasil

SETEMBRO AMARELO: Especialista fala sobre a importância da prevenção ao suicídio

Da redação

31/08/2024 às 13h06 - sábado | Atualizado em 31/08/2024 às 11h36

Neste mês, importante data deve ser lembrada. Trata-se do Setembro Amarelo, necessária campanha internacional de prevenção ao suicídio, tema fundamental e sempre oportuno. Para falar sobre o assunto, a equipe da revista BOA VONTADE conversou com o psiquiatra Neury José Botega, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e um dos principais estudiosos a respeito do comportamento suicida no Brasil. 

Em sua entrevista, ele chama a atenção para o fato de que, infelizmente, a sociedade tem de estar mais atenta ao público jovem, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) que apontam o suicídio como a segunda causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos no mundo, atrás apenas de acidentes de trânsito.

De acordo com Botega, o uso banalizado e excessivo das redes sociais está bastante relacionado à alta incidência desse grave problema entre a juventude, provocando um temido paradoxo: “(...) Elas nos condenam à solidão. As redes sociais têm e transmitem uma falsa sensação de conexão. (...) O bullying também é feroz nas redes sociais, o que dá voz a muitos ignorantes”.

Acompanhe os esclarecimentos do entrevistado e conheça as principais ações para se combater esse triste cenário, de modo que a escolha pela vida sempre vença a desesperança.

BOA VONTADE — Como a pandemia do coronavírus contribiuiu para o aumento dos casos de suicídio?

Dr. Neury Botega — Vivemos uma época peculiar, em que há muitas ameaças e incertezas. Para uma pessoa ansiosa, esses ingredientes fazem com que os sintomas dessa ansiedade fiquem um pouco mais exacerbados. Mas [a pandemia] também fez com que ficássemos mais sensibilizados ao doente mental. (...) Na fase atual [da crise sanitária], as pessoas têm que enfrentar a perda, o luto por alguém querido. Às vezes, pode se ter perdido um posto de trabalho ou o rendimento profissional diminuiu e percebeu-se que o home office não é essa maravilha sempre. Ele começou a dar confusão por causa dos “malabares” de atividades e o cansaço. [Outro ponto desafiador também é conciliar] disponibilidade total para a empresa enquanto as crianças de casa demandam atenção, assim como depender da internet que nem sempre está disponível... Estamos na fase do exaurimento. Então, muitas pessoas vêm ao consultório cansadas, desanimadas, com perda do otimismo. [Nós, profissionais ligados à saúde mental], até temos tido mais trabalho, porque é tão importante diferenciar o que é um sentimento humano normal daquilo que começa a ser patológico e exige um tratamento, uma atenção mais específica. Então, estes são grandes desafios: fazer um diagnóstico preciso e oferecer tratamento adequado, mas sem “psiquiatrizar” as dores normais da existência.

BV — Como distinguir sentimentos e comportamentos normais daqueles que podem suscitar ou revelar a ideação suicida?

Dr. Neury Botega — Um fator que separa o que é normal do que é patológico é este: quando se instala um novo padrão de comportamento ou de sentimento que faz a pessoa se estranhar ou que faz aqueles que estão ao redor dela e que têm um olhar mais sensível estranharem a pessoa. E é importante que os mais próximos tenham esse olhar mais sensível, porque, às vezes, no “batidão” da vida, a gente não repara que quem está ao lado passou a consumir mais bebidas alcoólicas — situação que, aliás, foi um dos problemas agravados pela pandemia. É normal a gente ficar triste. (...) Agora, quando eu passo duas semanas inteiras muito desanimado, mudando o meu jeito de ser, trocando os horários, não tendo mais prazer naquelas mínimas coisas que me davam satisfação, quando eu não consigo mais sair disso, então é um novo padrão. Aí pode não ser só tristeza, pode ser uma depressão. Existem sutilezas, mas também características típicas da depressão, como o emagrecimento ou, para quem é ansioso, comer demais, ter insônia na madrugada, se sentir pior na parte da manhã e ir melhorando ao longo do dia. Em uma avaliação clínica cuidadosa, há uma série de pontos de que podemos nos valer para diferenciar o que é tristeza normal e o que é depressão, algo patológico.

BV — As taxas de suicídio entre as mulheres cresceram bastante no Japão durante a pandemia. Também devemos nos preocupar com as brasileiras?

Dr. Neury Botega — O Japão trouxe uma grande surpresa, porque, no primeiro ano de pandemia, em 2020, os índices de suicídio, de um modo geral, diminuíram em todos os países que já publicaram suas estatísticas. Lá, o grupo das mulheres sofreu mais. Provavelmente, o contexto da mulher japonesa, com menos apoio social, com multitarefas, com muita pressão, dificuldade para contar com a ajuda do parceiro, [enfim,] todo esse quadro, pode ter levado mais mulheres à depressão e ao suicídio. De fato, ele cresceu entre as japonesas. (...) [Vale destacar que] 83% dos países que são membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) conseguiram diminuir os índices de suicídio nos últimos anos. O Brasil está na contramão disso, porque aqui os índices de suicídio aumentam ano a ano. E em que faixa etária? Cada vez mais entre os jovens e os adultos jovens. Isso nos leva a vários questionamentos. De que forma se configura hoje a mente dos jovens? Como a nossa sociedade lida com eles e qual é a perspectiva que um adulto jovem tem atualmente dentro da nossa sociedade?

BV — Qual a causa principal que leva alguém a tirar a própria vida?

Dr. Neury Botega — O suicídio é um evento trágico, resultante da combinação de vários fatores. Às vezes, quando sabemos de um caso, ficamos logo nos perguntando o que fez a pessoa se matar. Mas o que leva alguém a tirar a própria vida não consiste em uma única causa. É uma combinação de fatores que vêm desde o nascimento, atrelados a toda uma história de vida com provações, dificuldades, pontos fortes, pontos frágeis... E em nosso país, que tem dados [relacionados a suicídio] somente do fim de 2019, continua a tendência já observada anteriormente de crescimento dos índices de suicídio, principalmente entre jovens do sexo masculino.

BV — Por que essa faixa etária está cada vez mais vulnerável à ideação suicida?

Dr. Neury Botega — Não há dúvidas de que as redes sociais nos condenam à solidão. Elas têm e transmitem uma falsa sensação de conexão, aumentam a ansiedade, porque “eu sempre tenho que estar ligado, tenho medo de perder a última notícia, a última novidade”. Há gente que, enquanto está deitada na cama, dá a última olhada no celular e depois não consegue dormir. As redes sociais também dão uma sensação de que a vida do outro está melhor, porque ele postou a foto mais bonita das 30 que tirou em um minuto; nos dão a impressão de que o outro vive bem, e a gente, mal. A conexão virtual faz com que a gente se sinta desconectada do mundo real, de amigos reais, de apoios reais. O bullying também é muito feroz nas redes sociais, o que dá voz a muitos ignorantes. (...) Há uma polarização insana em que as pessoas não dialogam. Isso aumenta a sensação real de solidão, porque uma das coisas que diminuem é a troca de ideia, sentir que estou crescendo com o outro e vice-versa. E o diálogo deixou de existir nas redes sociais, elas estão polarizadas. O bullying chega com tudo, e o adolescente, muito solitário no quarto, ligado o tempo todo na internet, passa a se sentir mal, deprimido, sem apoio de fato. [Com isso,] chega à depressão, que pode levá-lo ao suicídio. Especialmente os jovens mais vulneráveis podem se influenciar pelo suicídio de pessoas que eles admiram, como um ídolo do rock, um ator, um artista, um influencer. O suicídio nessa faixa etária também tem essa característica de poder contagiar, e uma morte levar a outra. Um triste exemplo disso foi de um seriado veiculado há poucos anos, que levou jovens de 14 a 19 anos nos Estados Unidos, sobretudo do sexo feminino, a cometer o suicídio. Estou dando o exemplo norte-americano porque foi lá que se fizeram os estudos mais inquestionáveis. Dois grupos de pesquisa independentes, usando métodos bem cuidadosos de estudo, mostraram um acúmulo de mortes por suicídio entre os jovens nos seis meses que se seguiram ao lançamento da série. Temos que estar bem atentos, visto que as redes sociais e a velocidade com que as coisas hoje são veiculadas nas mídias podem não permitir a digestão, a sedimentação de tudo aquilo que expõem. Essa série também acabou trazendo o problema para as salas de aula, para as famílias. O sofrimento do jovem, a solidão do jovem e o risco de suicídio passaram a ser mais discutidos em nosso país.

BV — Existe alguma forma pontual de ajudar esse público?

Dr. Neury Botega — As escolas precisam ter mais espaços para a troca de ideias entre adolescentes. Na verdade, a criança pequena já tem que crescer no processo de educação em que ela valoriza e respeita o outro, porque, se a gente reduzir o bullying no ambiente escolar, já combateremos um dos fatores de risco para o suicídio de adolescentes. Se criarmos escolas mais solidárias, a gente também não estimulará o perfeccionismo daqueles jovens que sentem que devem ser perfeitos, que sempre têm que aparecer bem nas fotos. Os colégios precisam de áreas em que os adolescentes compartilhem vivências, falem de suas experiências, e de educadores bem treinados, que possam detectar aqueles alunos que dão sinais de estarem enfrentando problemas, sabendo para onde encaminhá-los. Professores sensíveis são mais um “corredor de emergência” para que se possa ajudar aqueles jovens com atendimento rápido. E também é importante o treinamento de profissionais de saúde e serviços que acolham o jovem e sua família. Mas hoje, no Brasil, a gente sempre está na fase de emergência. O risco de suicídio vai aparecendo e, quando ele fica agudo, é a hora de correr. Temos que ter mecanismos para [amparar o indivíduo] quando o risco começa, como quando se constata a depressão, o alcoolismo, a falta na escola, a piora nas notas, o comportamento agressivo com os colegas etc. É preciso ter estrutura para acolher emergencialmente a pessoa que está francamente pensando em se matar em poucas horas. Não temos hoje no Brasil esse tipo de estrutura na área de saúde mental. Uma pessoa que é de classe média alta talvez consiga ter acesso a um psicólogo ou médico particular. Mas e quem depende do Sistema Único de Saúde (SUS), que é a realidade da maioria dos brasileiros?

BV — Como posso ajudar alguém próximo que deu sinais de que pensa em se matar?

Dr. Neury Botega — A melhor maneira de lidar com uma pessoa que está pensando em suicídio é ouvi-la. Não é fazer um discurso moral, conclamando-a a ser vencedora de algo. Se nós ficarmos ao lado dela, escutando com atenção, com respeito, isso já é uma grande ajuda. E, no segundo momento, conduzi-la até um profissional de saúde mental, porque uma pessoa que está mal, deprimida, não tem nem iniciativa nem energia para pegar um telefone, marcar horário, se deslocar, comprar remédio e tomá-lo todo dia. Há muitas formas de ajudar. (...) Eu costumo ensinar a regrinha da sigla “ROC”. “R” de repare no risco. Às vezes, quem está do seu lado não está bem. Mudou o comportamento, está postando coisas estranhas e pode estar pensando em suicídio. “O” de ouça com atenção, sem julgar, com tempo de qualidade, sem querer convencer [a pessoa] com uma repetição de discursos moralistas. E, finalmente, “C” de conduza. Conduza a pessoa a um especialista em saúde mental.

BV — Uma única pessoa tem condições de cuidar sozinha de quem está com ideação suicida?

Dr. Neury Botega — É necessária a ajuda de outras [pessoas]. Por exemplo, quando eu era um jovem psiquiatra, atendi uma pessoa com risco de suicídio, cheguei a dizer: pode ligar para mim a qualquer hora que você precisar. Essa é uma frase que hoje não falo mais. Digo assim para o meu paciente: olha, conte comigo. Eu vou ajudá-lo o máximo que puder. Mas com quem mais podemos contar? Em quem você confia? Vamos fazer uma lista com os nomes de três pessoas que você pode procurar? Porque, às vezes, você liga para a primeira e não a encontra, então, precisa de uma segunda pessoa, de uma terceira. Fui ficando mais realista com o amadurecimento. Quando a gente se arvora em resolver o problema de alguém, sai de um sentimento terrível, que é a impotência, e parte para outro terrível também, que é a onipotência de achar que [sozinhos] podemos dar conta [de apoiar quem está precisando de ajuda]. Possivelmente, uma mãe pense que pode dar conta “dessas ideiazinhas de suicídio do meu filho. Ele só está ameaçando. Não vai se matar, não”. Ou seja, a banalização é também uma forma poderosa de negar, de não querer ver. Quando um adolescente fala “vou me matar”, nunca se deve pensar que ele está ameaçando, fazendo drama, que não tem coragem. O pior que se poderia fazer por esse adolescente é falar: “Ah, vai nada. Você não tem coragem. Quem quer se matar se mata, não fica ameaçando como você”. Isso seria terrível! Até pode haver o “teatro”, o drama por parte dele, mas isso é um componente. Se você dá essa resposta para o adolescente, ele diz: “Ah, é? Você não acredita em mim? Eu vou dar um ‘presente’ a você”. E a surpresa que ele lhe dará pode ser a morte dele próprio, porque dessa maneira declara e crava dentro de você a dor dele que você não valorizou, que você desprezou e disse ser coisa de gente fraca ou que só quer aparecer. (...) Hoje, a ameaça de suicídio ou cortar coxa, cortar pulsos, cortar barriga etc., tudo isso se transformou em uma linguagem para expressar: “Eu também estou sofrendo, e não acho uma saída”. É por isso que a gente tem que levar a sério e não desprezar [essas declarações de desesperança com a vida].

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A entrevista foi publicada originalmente na revista BOA VONTADE nº 263, de setembro de 2021. Para ler outros conteúdos desta edição, clique aqui.

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