Como ajudar uma pessoa com pensamento suicida

O suicídio não é, e nunca deve ser, uma opção. A vida é o bem mais precioso que temos e precisamos lutar diariamente por ela.

Nathan Rodrigues

11/07/2018 às 07h54 - quarta-feira | Atualizado em 28/07/2023 às 19h07

Como entender os sinais e ajudar uma pessoa com pensamento suicida? O Portal Boa Vontade reitera, mais uma vez, seu compromisso com a vida e brada: Viver é Melhor! Traremos, neste texto, importantes orientações no combate ao suicídio. Esperamos isso lhe ajude a entender os sinais do quadro, que podem ser sutis ou não, e não os ignorar. Eles são um pedido de ajuda de alguém que não está conseguindo lidar com alguma dor que está sentindo.

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O saudoso Proclamador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, Alziro Zarur (1914-1979), nos alerta: 
“O suicídio não resolve as angústias de ninguém”.

O suicídio não é solução para problema algum. Não alivia o sofrimento e ainda origina outras consequências, até mais profundas. A dor não cessa com a morte do corpo. Quer compreender mais sobre as graves consequências do suicídio para o espírito? Clique no botão abaixo e converse conosco. Ali você receberá esse esclarecimento e também uma palavra de Esperança, pois todos os problemas têm solução.

Por isso, sugerimos a leitura de um interessante artigo feito pela Religião do Terceiro Milênio caso queira se aprofundar nas consequências espirituais do suicídio. Isso sem falar da angústia que toma os entes queridos do indivíduo que opta por tira a própria vida. É muito sério. 

Nós, do Portal Boa Vontade, em nossa Campanha Permanente de Valorização à Vida, traremos aqui maneiras de identificar esse comportamento e como ajudar uma pessoa com pensamento suicida. Separamos essa matéria em três partes, para que você entenda o problema, veja como ele não é uma questão isolada e saiba como agir diante de uma situação dessas. Boa leitura!

PARTE I - Entenda o problema
PARTE II - Uma preocupação mundial
PARTE III - Como ajudar uma pessoa com pensamento suicida

O que é pensamento suicida?

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A dor não faz qualquer distinção. Todos podem ser acometidos por esse sentimento, independentemente de idade, ideologias, gênero, orientação sexual, nacionalidade, classe social e etnia. E quando essa sensação de desespero, desamparo, é profunda demais, a ponto de não ser suportada, os pensamentos suicidas ganham força. Esse fardo é tão pesado que pode fazer com que a pessoa acredite que o suicídio seja a única maneira de se livrar dos problemas, julgando-se incapaz de suportá-lo e enxergando a vida como algo sem significado.

Sinais que indicam comportamento suicida

Alguém que tenha ideias suicidas deixa "pistas" de que anda passando por um delicado momento emocional. Contudo, é importante pontuar que os sinais variam de acordo com a personalidade do indivíduo.

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Para ajudar uma pessoa com pensamento suicida, é preciso estar atento aos seguintes alertas:

1. Mudança inesperada
Um indivíduo fragilizado pela depressão ou qualquer outro problema emocional tem dificuldades para lidar com uma demissão, fim de um namoro (ou casamento) ou perda de um ente querido, por exemplo. É comum que ele deixe de frequentar os lugares que costumava ir, abra mão de seus hobbies e perca o interesse em qualquer atividade que lhe dava prazer. 

Essa falta de interesse se manifesta, inclusive, no modo de se vestir. A pessoa passa a usar roupa velha, suja ou deixa o cabelo e a barba crescerem. 

2. Humor imprevisível
É natural que tenhamos alterações de humor durante o dia. Você pode acordar mal humorado e melhorar a vibe com o passar do tempo. Quando essa mudança é muito extrema, porém, o sinal de alerta deve ser ligado. Quem tem inclinações suicidas é tomado por uma tristeza profunda, procurando o isolamento e se sentindo sozinho mesmo quando está cercado por outras pessoas. Além disso, exibe sinais de vergonha e experimenta crises de raiva.

3. Frases de alarme
Um dos sinais mais evidentes de pensamento suicida. Ao contrário do que muitos acreditam, essas frases não são ditas para chamar atenção. Como já pontuamos anteriormente, esse e outros comportamentos são um claro pedido de ajuda. “Não aguento mais”, “eu queria sumir”, "minha vida não vale nada" e “eu quero morrer” são algumas das colocações mais comuns. Se você ouvir um parente ou amigo dizendo coisas desse tipo, esteja por perto para ajudá-lo, sim?

4. Drogas e álcool
Por não enxergarem mais sentido na vida, pessoas com tendências suicidas passam a agir de maneira irresponsável. Há inúmeras pesquisam que associam os casos de suicídios à depressão e outros transtornos de humor ligados ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas e uso desmedido de remédios e drogas. Pesquisadores da Universidade da Califórnia verificaram, recentemente, que o aumento dos casos de suicídio entre jovens estava relacionado ao uso de álcool e outras drogas ilícitas.

Na página da universidade, você pode ler, em inglês, mais sobre essa pesquisa.

Caso uma pessoa próxima a você tenha comprado algum medicamento sem motivo, até mesmo uma arma, é importante agir rapidamente e procurar por apoio médico.

5. Interesse em assuntos pendentes
Quem planeja tirar a própria vida tenta encerrar assuntos que estão pendentes. Pagam dívidas, visitam familiares que não veem há tempos e doam objetos pessoais. Há quem também escreva para familiares e amigos um testamento ou uma carta de despedida. Localizar estes testemunhos antes da tentativa de suicídio é importante para que os mais próximos ajudem a evitar que isso aconteça.

6. Melhora repentina
Se alguém fragilizado parece subitamente feliz, o sinal de alerta deve continuar ligado. É lógico que torcemos para a recuperação de entes queridos que estejam passando por algum problema emocional. No entanto, em muitos casos, o risco maior de suicídio não está necessariamente quando a pessoa se sente fragilizada, mas sim quando parece estar melhorando. 

E é aí que está o perigo. Família e amigos tendem a enxergar essa repentina melhora como uma fase de recuperação da doença, deixando de se preocupar por acreditarem que não há mais risco de suicídio. É preciso estar sempre atento, incentivando o parente ou amigo a procurar ajuda médica e se certificar de que ele não tem mais ideias suicidas.

Suicídio: um problema mundial

A taxa de suicídio, infelizmente, cresce a cada ano, e em todas as faixas etárias. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), entidade internacional ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), alerta que ocorre um suicídio a cada 40 segundos no mundo. Entre os jovens, é a segunda causa de morte por causas evitáveis ou tratáveis. De 1,3 milhão dos adolescentes que morrem nessas condições, 7,3% são por suicídio.

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Dados tão preocupantes que a OPAS/OMS reconheceu, em comunicado, o suicídio e as tentativas como prioridade na agenda global de saúde, incentivando os países a desenvolver e reforçar estratégias de prevenção, quebrando estigmas e tabus existentes sobre o assunto.

No Brasil, os números também preocupam. O País registra, por dia, 30 suicídios. Cerca de 11 mil pessoas tiram a própria vida a cada ano. O problema afeta, principalmente, idosos e índios. Já falamos aqui sobre o aumento de casos na Terceira Idade. Entre os jovens de 15 e 29 anos, o suicídio é a quarta maior causa de mortes. Os dados foram divulgados no ano passado pelo Ministério da Saúde, durante Setembro Amarelo, campanha internacional que discute a importância de valorizar a vida.

A campanha alerta a sociedade a respeito do suicídio no Brasil e no mundo e mostra como ajudar uma pessoa com pensamento suicida. Ocorre no mês de setembro, desde 2014, por meio de identificação de locais públicos e particulares com a cor amarela e ampla divulgação de informações.

O Templo da Boa Vontade (TBV), uma das Sete Maravilhas de Brasília, e o Centro Educacional José de Paiva Netto, unidade educacional da LBV em Del Castilho, no Rio de Janeiro, estão entre os monumentos que aderem à iniciativa. 

Como ajudar uma pessoa com pensamento suicida?

Ainda segundo a OMS, 9 de cada 10 suicídios poderiam ser evitados, se fornecido tratamento e apoio adequado. E é aí que entra o importante apoio da família e de amigos. Já falamos por aqui o quanto o diálogo é primordial na prevenção do suicídio. Até porque, amiga(o), em muitos casos, a pessoa não é capaz de identificar por si própria outras soluções para a crise que está enfrentando.

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É importante que ela saiba que não está sozinha e pode contar com seu auxílio para superar esse desafio. Demostre amor e empatia por ela, procurando entender o que está acontecendo, sem fazer qualquer tipo de julgamento. Quem tem tendências suicidas sente-se envergonhado ou culpado por se encontrar nesta situação.

1. Não tenha medo de tocar no assunto
Vá por nós, isso é extremamente importante. Diga que notou que seu parente ou amiga(o) anda para baixo e que isso lhe preocupa. Faça uso da empatia, ok? Como pontuamos anteriormente, mostrar que ela(e) não está sozinha e que você preza pelo seu bem-estar pode contribuir, e muito, para que o quadro seja superado.

Se, durante o papo, você notar alguns dos sinais que indicam pensamento suicida e que listamos aqui, pergunte se o seu ente querido já pensou ou pensa em cometer suicídio. Caso ela diga que sim, procure auxílio médico. Ela precisa de ajuda imediata.

2. Evite frases clichês e comentários desdenhosos
Escolha o tom correto para conduzir o bate-papo. Use uma abordagem respeitosa e carinhosa. Evite encher o seu discurso com frases como "amanhã é outro dia", "vai ficar tudo bem" e "não se preocupe, tudo vai melhorar". Esses clichês não produzem nenhum efeito positivo para quem pensa em se suicidar. Lembre-se de que ela pode não ver mais sentido na vida, então dizer isso não vai ajudar.

Ah, e sair por aí falando que "as coisas não parecem tão ruins" ou "eu já passei por isso e venci", por exemplo, também não contribui em nada. Mesmo que você não tenha a intenção, essas colocações, assim como as citadas no parágrafo anterior, podem soar bem desrespeitosas e insensíveis, e piorar o quadro.

3. Seja um bom ouvinte
Esteja disposta(o) a ouvir tudo que o seu interlocutor tenha a dizer. Mantenha contato visual, preste atenção e responda sempre em tom gentil, como já explicamos o porquê.

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4. Apoio médico
É importante esclarecer a pessoa de que ela não precisa sentir culpa ou ter vergonha de estar assim. Problemas emocionais podem ser tratados. Reitere que há outras pessoas preocupadas e que ela pode contar com o apoio de todas elas, mas também deve procurar ajuda de um profissional, como um psicólogo ou psiquiatra. Esse acompanhamento médico é importante para que ela veja que existem outras saídas para a situação que não o suicídio.

Caso a pessoa precise de um apoio médico, sugerimos que busque o serviço de assistência do Centro de Valorização da Vida, que realiza importante trabalho no combate e prevenção ao suicídio. O número é o 141 e se encontra disponível 24 horas por dia.

Lute sempre pela Vida!

Se você está lendo esse texto  e tem pensamentos suicidas frequentes, saiba que tirar a própria vida não é uma opção viável. Estamos com você nessa luta! Reiteramos mais uma vez que esse ato não resolve os problemas. Ao contrário, só os piora, pois a vida continua após a morte. E as mesmas dores e angústias sentidas no Plano Material continuarão a atormentar a existência. E pior: potencializadas pelo sofrimento que se adquire ao infringir a Lei da Vida.

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Por isso, é fundamental que familiares e amigos confortem e amparem aquele que passa por um momento complicado e cogita o suicídio. Jesus, o Médico Celeste, fez isso há mais de dois mil anos, em sua Primeira Vinda Visível à Terra. Seu Evangelho mostra, em diversos relatos, como Ele acolheu os tristes e falou com os que sofriam. Quer um exemplo? Olhe só esta narrativa de Mateus, 11: 28 a 30: “Disse Jesus: Vinde a mim todos vós que estais exaustos e oprimidos, e Eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou pacífico e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas Almas, porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

O Grande Amigo da Humanidade fortalece o indivíduo para que tenha condições de sair da situação de tristeza, oferecendo oportunidades aos que estão sem perspectivas. E essa ação ocorre de inúmeras formas, inclusive, por intermédio do acompanhamento médico.

Esclarece José de Paiva Netto,
presidente-pregador da Religião Divina:
“Nunca se soube que Jesus jamais deixasse de responder ao apelo de uma Alma sentida”.

Para você que procurava saber como ajudar uma pessoa com pensamento suicida, esperamos que tenha encontrado as respostas nesta matéria. Compartilhe essa mensagem para que outros sejam ajudados ou estejam aptos a ajudar quem precisa. ;)