Apoio da família é fundamental no tratamento do Alzheimer

Além da memória, a doença atinge outros campos e produz um profundo impacto no dia a dia do enfermo, limitando sua capacidade de realizar tarefas comuns

Karine Salles

05/01/2016 às 15h16 - terça-feira | Atualizado em 22/09/2016 às 16h05

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A Doença de Alzheimer começa com pequenos esquecimentos que, progressivamente, vão se agravando, a ponto de provocar confusão e desordem comportamental. O portador, aos poucos, perde a autoconsciência. Esse problema, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), atinge 1,2 milhões de brasileiros.

Ao Portal Boa Vontade, a neurologista Márcia Lorena explicou que o Alzheimer tem mais incidência em pessoas idosas. Segundo ela, "a doença é classificada como neurodegenerativa, o que diminui a funcionalidade dos neurônios, e se manifesta pelas dificuldades de memória nas pessoas a partir dos 60 anos." No entanto, quanto mais cedo for iniciado o tratamento e o acompanhamento médico, maior serão as chances de reduzir a progressão da enfermidade.

Além da memória, o Alzheimer atinge outros campos e produz um profundo impacto no dia a dia do enfermo, limitando sua capacidade de realizar tarefas comuns. Falta de independência, dificuldade de sono, mudança do padrão alimentar e agressividade podem aparecer com o progresso da doença.

Ainda não há cura para o Alzheimer ou medicamentos que possam interromper, modificar ou mesmo impedir o seu desenvolvimento. Entretanto, especialistas afirmam que manter a pessoa com uma boa qualidade de vida, incluindo uma alimentação saudável, e manter o cérebro ativo e com desafios são fatores efetivos para a prevenção da doença.

EXCLUSIVO NA WEB

Ao programa Vida Plena, da Boa Vontade TV (canal 20 da SKY e 212 da Oi TV), a neuropsicóloga Gisele Calia explica que familiares, equipe médica e cuidadores têm um importante papel no tratamento do Alzheimer, que visa melhorar o desempenho funcional e a qualidade de vida do paciente.