SUS amplia proteção infantil e passa a oferecer vacina contra bronquiolite para bebês prematuros
Da redação
04/02/2026 às 16h14 - quarta-feira | Atualizado em 06/02/2026 às 14h43

Enfermeira prepara dose de vacina na Índia.
O Sistema Únicod de Saúde (SUS) passou a oferecer gratuitamente a vacina contra bronquiolite para bebês prematuros e crianças com comorbidades, ampliando a proteção contra doenças respiratórias graves na infância. A medida, anunciada pelo Ministério da Saúde, utiliza o nirsevimabe, anticorpo monoclonal que protege contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causa da bronquiolite.
SUS oferece vacina contra bronquiolite para bebês prematuros
O Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou a distribuição da vacina contra bronquiolite para bebês prematuros em todo o Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 300 mil doses foram enviadas a estados e municípios. O imunizante protege contra o VSR, responsável pela maioria dos casos graves da doença em crianças pequenas.
O público-alvo inclui bebês nascidos com menos de 37 semanas de gestação e crianças de até 2 anos com condições que aumentam o risco de complicações, como cardiopatias congênitas, doenças pulmonares, fibrose cística, síndrome de Down e imunossupressão.
Entenda a importância da vacina contra o VSR
Diferente das vacinas tradicionais, o nirsevimabe fornece anticorpos prontos, garantindo proteção imediata. A estratégia é fundamental para prematuros, que possuem sistema imunológico mais vulnerável.
Dados do Ministério da Saúde indicam que o VSR causa cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% das pneumonias em crianças menores de 2 anos. Até novembro de 2025, o Brasil registrou mais de 43 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave associados ao vírus.
Prevenção contra bronquiolite infantil
Além da imunização dos bebês, o SUS também oferece vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. A vacinação ajuda a transferir anticorpos para o bebê ainda durante a gestação.
Especialistas reforçam que a bronquiolite nem sempre possui tratamento específico, tornando a prevenção essencial para reduzir hospitalizações e complicações respiratórias.
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Com informações da Agência Brasil