O que é importante de o povo saber

Walter Periotto

19/04/2019 às 17h22 - sexta-feira | Atualizado em 19/04/2019 às 17h42

Leilla Tonin

Teófilo Otoni/MG — Com o acompanhamento e o apoio de profissionais especializados, os idosos realizam diversas atividades visando o bem-estar, a socialização, a troca de experiências e o desenvolvimento físico e mental.

Eu sou alguém que vive uma boa vida, trabalhando. Sou um jovem de Espírito, mas não de corpo. Aos 83 anos, já passei por bastante desafios. Fui menino, depois jovem e, agora, idoso. Para mim, é muito bom falar o que aprendi, pois pode ajudar a quem lê. Quando menino, vivi nos braços de minha mãe. Meu pai, descendente de italiano, partiu de Verona, Itália, e veio para o Brasil. Ele desencarnou quando eu era pequeno. Graças a Deus, tenho a lembrança deles por uma foto do casal. Minha mãe também desencarnou em idade nova. Depois disso, eu senti o carinho estando como filho de adoção, pois não tinha pai e mãe em vida física (só espiritual). 

Sempre fui muito religioso, ajudando aos que mais necessitam. O ser humano ajuda muito ou nada ajuda. Depende do conhecimento espiritual que ele tiver. Eu fui feliz, porque, casado novo, tive o conhecimento espiritual que recebi pelas pregações do saudoso Irmão Alziro Zarur (1914-1979), saudoso fundador da Legião da Boa Vontade. Ouvíamos ele pelo rádio, lia suas revistas e jornal. 

Pedro Rio

São Paulo, SP — Na ocasião, os vovôs e vovós receberam a atenção que merecem, palavras de conforto e muito carinho. Puderam, ainda, compartilhar suas experiências com as gerações mais novas.

E, pessoalmente, pelas reuniões que o Irmão Zarur comandava, com a ajuda do Irmão Paiva, seu grande Secretário, sempre participávamos. Quando conheci a LBV, eu trabalhava num escritório de Contabilidade e Conhecimentos fiscais do Governo Federal, Estadual e Municipal.

Certo dia, em agosto de 1958, fui convidado para dar a minha ajuda a uma unidade da LBV em minha cidade, no interior do Estado de São Paulo. E, eu me dedicava, principalmente, aos domingos. Outros Irmãos também ajudavam. Íamos de casa em casa e pedíamos alimentos e roupas para aqueles que necessitavam. Era um trabalho na parte da manhã do domingo, e durante a semana, depois do trabalho, saía de bicicleta que ganhei, indo a diversas casas amigas, para falar desse trabalho de grande valor. 

Vivian R. Ferreira


Eu guardo em meu coração um pensamento que recebi do Irmão Paiva, e está no seu livro Sagradas Diretrizes Esírituais da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, volume I, página 286: “Os jovens acreditam no futuro. Ainda bem! Os moços, aliados aos jovens de espírito – porque velho é somente aquele que perdeu o ideal no Bem —, estão decididamente apoiando a Legião da Boa Vontade e a Religião Divina na construção de 'um Brasil melhor e de uma Humanidade mais feliz'. Se o mundo quiser evoluir, precisará, antes de tudo, preparar a geração que surge com o que tiver de melhor e confiar mais nela. Já é tempo! A propensão dos jovens é acreditar e batalhar pelo futuro. Graças a Deus! Ainda bem!”. 

Como vemos, nessas palavras do Irmão Paiva, os jovens de corpo e o de Espírito (pessoas idosas, como eu) precisam trabalhar todos os dias, sem nunca se esquecer do Novo Mandamento de Jesus “Amai-vos um aos outros como Eu vos amo. Somente assim sereis reconhecidos como meus discípulos” (Evangelho de Jesus, segundo João, 13:34 e 35). É a Lei deixada por Jesus para a salvação de nossas vidas e nossas almas.

Eu estou certo de que os jovens de corpo e alma, e os idosos jovens, sempre serão servidores daqueles que necessitam.