Em livro, Ana Claudia Quintana Arantes reflete sobre a infância e a despedida

Anna Douradinho

10/09/2026 às 17h33 - quinta-feira | Atualizado em 11/09/2026 às 13h23

Uma das principais referências em Cuidados Paliativos no Brasil, a médica geriatra, palestrante e escritora Ana Claudia Quintana Arantes participou de um bate-papo na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, com o tema “Quando a infância encontra a despedida”. A autora é conhecida por abordar a finitude de maneira sensível e ampliar a reflexão sobre a importância de viver com qualidade até o fim da vida.

Durante o encontro, Ana Claudia compartilhou reflexões sobre a relação entre infância, despedidas e os processos de cuidado e acolhimento diante da finitude. A temática dialoga com sua trajetória profissional e com as ideias apresentadas em seu livro A morte é um dia que vale a pena viver (Editora Sextante), obra que, nesta semana, alcançou a marca de 1 milhão de exemplares vendidos.

No livro, a autora propõe uma mudança de perspectiva sobre a morte. Em vez de concentrar o olhar no medo do fim, convida o leitor a refletir sobre como tem vivido e sobre a importância de aproveitar o tempo e proporcionar às pessoas a oportunidade de viverem com dignidade e qualidade até o momento da despedida.

A relação da escritora com a Legião da Boa Vontade também integra essa trajetória de reflexão. Ana Claudia Quintana Arantes já participou de uma entrevista no Fórum Mundial Espírito e Ciência, da LBV, espaço que promove debates sobre temas contemporâneos sob uma perspectiva que valoriza o diálogo entre conhecimento, espiritualidade e ciência.

Ao final do bate-papo na Bienal, a autora autografou um exemplar de A morte é um dia que vale a pena viver para o Irmão Francisco Periotto, Presidente da Legião da Boa Vontade. O gesto marcou o encontro entre duas trajetórias dedicadas à valorização da vida, do cuidado e da dignidade humana.