Jornalista José Carlos Araújo escreve: "Temporada na reta final"
José Carlos Araújo
05/11/2013 às 15h34 - terça-feira | Atualizado em 22/09/2016 às 16h00

Chegamos à reta final do campeonato brasileiro e da Copa do Brasil. O mundo da bola pega fogo. As últimas rodadas do campeonato brasileiro prometem muita emoção, principalmente na luta contra a degola e na disputa pelas vagas na Taça Libertadores. Indiscutível é somente a campanha do bom time do Cruzeiro, líder absoluto, com destaque para os golaços do Everton Ribeiro e para o retorno do bom futebol do zagueiro Dedé.
A começar pela disputa mais temida do campeonato, o chamado Z-4, já temos o simpático Náutico rebaixado. Nesta luta, há mais dois gigantes do futebol brasileiro: Vasco e Fluminense, vitimados por mal planejamento e, no caso cruzmaltino, uma crise financeira sem fim.
Curiosa a situação do tricolor, que pode ser o primeiro campeão brasileiro da edição anterior rebaixado na edição seguinte. Juntam-se a eles na ingrata missão para permanecer na elite Ponte Preta, Criciúma, Portuguesa, Bahia e Coritiba.
Já na luta pela Libertadores, Botafogo, Grêmio, Atlético–PR, Goiás e Vitória lutam por 3 vagas, posto que a outra já está assegurada ao Cruzeiro. E, para tornar essa disputa mais acirrada, se algum time brasileiro conquistar a Copa Sulamericana, o Z-4 torna-se Z-3. O São Paulo disputa essa competição com força e seriedade.
Pela Copa do Brasil tivemos grandes jogos como o clássico entre Botafogo x Flamengo e Grêmio x Corinthians. No jogo carioca, os rubro-negros não tomaram conhecimento da boa equipe do Glorioso. Já no outro jogão, o que ficou marcado foi a displicência e a autossuficiência de Alexandre Pato na disputa por pênaltis. A torcida do Timão não o perdoou.
Pelo futebol internacional temos uma polêmica envolvendo a CBF e a Federação Espanhola quanto à convocação do atacante Diego Costa, do Atlético de Madrid, nascido no Brasil, mas naturalizado espanhol. Como só jogou amistosos pela amarelinha, a Fifa permite a sua convocação pela Fúria, visto que não disputou jogos oficiais pelo Brasil.
Não foi o primeiro atleta a fazer isso, vide Balloteli e Thiago Mota pela Itália; Deco e Pepe por Portugal, inclusive dirigidos por Felipão, que não era português. Ozil, o brasileiro Paulo Rink e Asamoah já se aproveitaram deste expediente para atuar pela Alemanha.
Absurda, tanto do ponto de vista jurídico como desportivo, foi a postura do presidente da CBF ao pedir a perda da cidadania brasileira de Diego Costa. O artilheiro jogou fora o sonho de milhares de jogadores, mas teve o direito de fazer a sua opção. Se a Fifa permite, não há porquê criticar o atleta. Entretanto, do ponto de vista desportivo, daqui a algum tempo corrermos o risco de termos seleções nacionais sem um único jogador nascido naquele país.
Também tivemos as indicações para a eleição do melhor jogador do mundo. Messi e Cristiano Ronaldo são os favoritos. Neymar, que vem se adaptando muito bem ao futebol europeu, corre por fora, assim como Ibrahimovic, artilheiro de gols bonitos. Esperamos vê-los nos gramados brasileiros na Copa de 2014.