José Carlos Araújo analisa o Mundial de 2014 e escreve: a Copa das Copas

O comentarista esportivo apresenta análise de todo o mundial da Fifa, sediado no Brasil.

José Carlos Araújo

13/07/2014 às 19h18 - domingo | Atualizado em 22/09/2016 às 16h02

Arquivo Pessoal

José Carlos Araújo é locutor esportivo da Super Rádio Tupi do Rio de Janeiro/RJ e apresentador do SBT Esporte Rio, da TV SBT-Rio e colunista na revista Boa Vontade.

A Copa do Mundo já tem nova dona: a Alemanha. Pra nós, brasileiros, ficou um gosto amargo. Pela segunda vez, perdemos o título em casa. Ficamos em quarto lugar. Pior ainda, fomos a defesa mais vazada, com 14 gols sofridos (pior média entre as seleções brasileiras de todas as Copas), dos quais 10 apenas nos dois últimos jogos. Agora, é pensar nas eliminatórias para 2018, na Rússia, que já começam no ano que vem.

Mas, no geral, como diz a música: “A taça do mundo é nossa, com brasileiro não há quem possa”. E o saldo foi bastante positivo. A Copa do Mundo foi perfeita em todas as nuances: belíssimos gols; jogos eletrizantes, decididos no último minuto; defesas espetaculares; novos talentos revelados; confraternização entre os povos; hospitalidade; simpatia; segurança; festa; angústia; decepção no gramado; alegria; surpresa; e parabéns para o trabalho “padrão Fifa” da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que desbaratou uma quadrilha internacional de cambistas, que já atuava há pelo menos três Copas. Enfim, tudo o que se espera de um torneio apaixonante.

A Copa do Mundo atraiu milhares de turistas de todas as partes do mundo. E boa parte gostou tanto que pretende voltar. Outra parte nem quer sair. Procura emprego, com a intenção de se estabelecer no país.

A Copa teve boa média de gols, com resultados inesperados, improváveis, como a goleada da Holanda na Espanha (5 x 1) e o vexame histórico do Brasil (Alemanha 7 x 1). Também surpreenderam as campanhas de Seleções como Costa Rica, Irã e outras. A Costa Rica foi a primeira no chamado grupo da morte, que tinha Uruguai, Itália e Inglaterra. 

Houve destaques individuais, como os goleiros Ochoa, do México; Howard, dos EUA; e Neuer, da Alemanha. Em compensação, alguns craques decepcionaram, como Cristiano Ronaldo, Balotelli, Xavi e Iniesta. 

Além dos gols e das belas defesas, muitas imagens desta Copa jamais serão esquecidas: as festas nos estádios lotados e a confraternização nas Fan Fests e arredores. As torcidas sul-americanas deram um show com os contagiantes gritos, músicas e presença sempre alegre. Parece que nossos vizinhos descobriram o Brasil.

Foi também comovente o zagueiro brasileiro David Luiz consolando o colombiano James Rodriguez, após a eliminação da Colômbia. E foi marcante, pelo inusitado, o lance da mordida do uruguaio Suarez.

Por tudo isso, pela satisfação dos turistas que vieram ao Brasil e aprovaram o país como anfitrião, podemos afirmar que fomos os campeões em alegria, hospitalidade e organização. Foi, de verdade, a Copa das Copas.