Chorar ou sorrir?

André Gonçalves

03/07/2014 às 12h28 - quinta-feira | Atualizado em 22/09/2016 às 16h02

Durante o jogo contra o Chile, antes da decisão por pênaltis, o mundo percebeu a emoção do goleiro Julio César. Além disso, o capitão, Thiago Silva, isolado, sentado na bola, de cabeça baixa, tenso. E ainda há quem diga que o zagueiro pediu para ser o último a cobrar uma penalidade.

Pronto, a situação mais abordada por todos, após a classificação brasileira, foi o choro e talvez o abalo psicológico dos jogadores na reta final e decisiva da Copa do Mundo.

Fui ao dicionário e aos sites de pesquisa. O choro? Efeito que consiste em quantidade de lágrimas quando em estado emocional alterado como em casos de medo, tristeza, depressão, dor, saudade, alegria, raiva, aflição e outros.

De uns tempos pra cá, o mundo mudou muito. As pessoas vivem tensas, caminham ou correm sempre contra o tempo e pressionadas. Seja trabalhador comum, sejam astros da bola. Com os jogadores, não é diferente. Essa pressão toda começou em 1950, com a perda do título para o Uruguai no Maracanã.

Faltavam quatro jogos. O empate no calor de Belo Horizonte a uma da tarde afetou os atletas. Óbvio! Estão acuados em ter a obrigação de ganhar a competição. Toda disputa de pênaltis é assim. Um chora. Outro sorri. Mas qual o problema de chorar antes? Nenhum.

Cada um tem uma reação. Julio César chorou e pegou dois pênaltis, e o Brasil se classificou. Sorriu depois. Thiago Silva pediu para não bater o pênalti. Que bom! E se bate e perde? Foi covarde? Não! Apenas foi sincero. Sorriu depois.

Agora é outro jogo. Chorar ou sorrir?

Os dois.