Globalização do Amor Fraterno e a Copa do Mundo

Mário Augusto Brandão

27/06/2014 às 15h50 - sexta-feira | Atualizado em 22/09/2016 às 16h02

Em tempos de Copa do Mundo e da conclusão de mais um Fórum Internacional da Juventude Ecumênica Militante da Boa Vontade de Deus — que chegou à sua trigésima nona edição com o tema “Globalização do Amor Fraterno” — não haveria exemplo mais inspirador do que expressar o sentido dessa mundialização, que há décadas o Irmão Paiva defende, e compará-la com a paixão de bilhões de pessoas pelo futebol. O esporte mais popular do planeta tem se mostrado capaz de proporcionar encontros jamais imaginados e/ou estabelecidos pela diplomacia de países em litígio.

Inspirados pela coerência do Ecumenismo das Almas, da pregação do educador Paiva Netto, e refletindo sobre a força do futebol e, em especial, da Copa do Mundo, podemos vislumbrar os estádios onde as partidas acontecem, como sedes itinerantes das Nações Unidas. Nelas, como na ONU, se reúnem os representantes das mais diversas pátrias, buscando dar o melhor de si para os seus compatriotas. Os hinos nacionais que antecedem o pontapé inicial das partidas, entoados a todo pulmão pelos jogadores e torcedores rivais, reforçam a soberania dos países, demonstrando que é possível a convivência como irmãos, sem que seja preciso a despersonalização de suas raízes.

Durante o jogo, caso haja algo que fuja às regras e ponha em risco a integridade física dos atletas, lá estarão os árbitros, os mediadores internacionais, para garantirem que nada atrapalhe o sucesso do encontro. Ao término da disputa, com o resultado estabelecido, independentemente da seleção vitoriosa, são sintomáticos o aperto de mão e a troca de camisas entre os adversários, cuja barreira do idioma é quebrada pelo gesto de respeito e cordialidade.

EVANGELHO ETERNO

Muitas similitudes com o futebol poderiam aqui reforçar a importância da Globalização do Amor Fraterno, que o diretor-presidente da LBV aborda em documento encaminhado à ONU, em 2007, pois somente ela nos fará vivenciar tempos melhores, principalmente para as futuras gerações. Nesse contexto, os preceitos e exemplos deixados por Jesus no Novo Testamento, em especial no Seu Apocalipse, são ferramentas primaciais para se trazer ao plano das formas a belíssima visão do Evangelista-Profeta João, constante do Livro das Profecias Finais, 14: 1 a 6:

O Cordeiro e os Seus remidos no monte Sião

“1 Olhei, e eis o Cordeiro de Deus em pé sobre o monte Sião, e com Ele cento e quarenta e quatro mil, tendo nas frontes escrito o Seu nome e o nome de Seu Pai.

“2 Ouvi uma voz do céu como estrondo de muitas águas, como estampido de grande trovão; e também a voz que ouvi era como de harpistas quando tangem as suas harpas.

“3 Entoavam novo cântico diante do trono, diante dos quatro seres viventes e dos anciãos. E ninguém podia aprender esse cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da Terra.

“4 São estes os que não se macularam com mulheres vis, porque são puros. Estes seguem o Cordeiro de Deus por onde quer que vá. São os que foram escolhidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cristo;

“5 e não se achou mentira nas suas bocas, porque não têm mácula”.

Na sequência, deparamo-nos com uma das mais significativas passagens que realçam o valor da Globalização do Amor Fraterno:

A Primeira Voz

“6 Vi outro Anjo voando pelo meio do céu, tendo um Evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo,

“7 dizendo, em grande voz: Temei o Senhor Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas”.

Quanto a essa questão dos 144 mil selados, o Irmão Paiva dedica um capítulo em seu livro Somos todos Profetas, no qual esclarece:

 “(...) Cento e quarenta e quatro mil é o número daqueles que, de geração em geração, são destacados pelo Cristo para a grande tarefa missionária de levar a Sua Boa Nova ao mundo. Eles são o suprassumo espiritual da raça humana, porque há muito mais que 144 mil, atuando por Jesus no planeta.

A Visão dos Glorificados

— ‘9 Depois destas coisas, olhei, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro de Deus, trajando vestiduras brancas, com palmas nas suas mãos’” (Apocalipse de Jesus, segundo João, 7: 9).

E Paiva Netto prossegue:

“Aí está: são infinitamente mais que 144 mil os salvos. Cada geração espiritual de ‘144 mil escolhidos’ por merecimento próprio, pelas boas obras praticadas pela Fé Realizante em Deus, entre as miríades de miríades dos chamados (‘Muitos são os chamados e poucos os escolhidos’: Evangelho de Jesus, segundo Mateus, 22:14), já fez parte dos 144 mil apocalípticos, em duas, três ou mais gerações humanas, pois reencarnaram tantas vezes quantas necessárias. Deram a serviço do Cristo na Terra lições específicas aos homens. Esse número significa qualidade conseguida por esforço próprio de cada um no exercício de seu livre-arbítrio. Somente 144 mil quantitativamente salvos seria privilégio odioso da parte de um Deus, que é Amor”.

O presidente-pregador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, em suas palestras no rádio, conclui, dizendo:

“Portanto, urge evangelizar, apocaliptizar, espiritualizar, cristianizar com o Cristianismo do Cristo a globalização, porque não adianta apenas o relacionamento social, comercial, político, econômico. É preciso o relacionamento da fraternidade, da solidariedade social, do entendimento, da generosidade, porque afinal somos filhos de um único Pai que é Deus”.

Plenamente de acordo com o fundador do Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica da Legião da Boa Vontade.