Anvisa autoriza novo tratamento para casos específicos de câncer de pulmão

23/10/2026 às 17h29 - sexta-feira | Atualizado em 29/10/2026 às 12h49

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento para pacientes com câncer de pulmão avançado que atendam a critérios clínicos específicos. A novidade amplia as alternativas terapêuticas para pessoas que já realizaram outros tratamentos e ainda precisam de novas opções de cuidado.

O medicamento, chamado Emrelis (telisotuzumabe vedotina), é indicado para adultos com câncer de pulmão de células não pequenas, do tipo não escamoso, em estágio avançado ou com metástase. A utilização é destinada a pacientes que apresentam níveis elevados da proteína c-Met nas células tumorais e que já passaram por tratamento sistêmico.

Tratamento direcionado às células tumorais

O diferencial do medicamento está em sua ação direcionada. A substância se liga à proteína c-Met, encontrada na superfície de determinadas células cancerígenas, e transporta para o interior delas um composto que interfere na multiplicação celular, favorecendo sua destruição.

Essa estratégia busca atingir tumores que apresentam características moleculares específicas. Para identificar os pacientes que podem se beneficiar do tratamento, é necessário realizar exames que avaliem o perfil do tumor, além de considerar o histórico clínico de cada pessoa.

Resultados de pesquisa clínica

A eficácia do medicamento foi avaliada em estudos clínicos com pacientes que já haviam recebido tratamento para a doença. Na pesquisa de fase 2 LUMINOSITY, os resultados demonstraram redução do tumor em uma parcela dos participantes, com taxas de resposta que variaram conforme o nível de expressão da proteína c-Met.

Esses achados contribuíram para a avaliação do medicamento pelas autoridades sanitárias. Ainda assim, a resposta ao tratamento pode variar de acordo com as características de cada paciente, e a indicação deve ser feita por um profissional especializado.

O câncer de pulmão reúne diferentes tipos de tumores, que podem apresentar comportamentos e respostas distintas às terapias disponíveis. Por isso, exames específicos e o diagnóstico preciso são fundamentais para orientar a escolha do tratamento.

A autorização do Emrelis representa uma nova possibilidade para um grupo delimitado de pacientes com a doença avançada. A decisão sobre seu uso deve considerar os critérios aprovados, os benefícios esperados e os possíveis riscos, sempre com acompanhamento médico.

Com informações da Agência Brasil