
Pesquisa sobre a saúde dos brasileiros: 6 em cada 10 acham que estão saudáveis, mas dados acendem alerta
Levantamento mostra que a sensação de estar saudável nem sempre acompanha comportamentos relacionados à prevenção e ao bem-estar
Anna Douradinho
29/09/2026 às 18h31 - terça-feira | Atualizado em 14/10/2026 às 08h04

Sentir-se bem pode dar a falsa impressão de que a saúde está 100% em dia. No entanto, diversos problemas assintomáticos podem avançar no organismo sem apresentar sinais claros no cotidiano. É justamente essa diferença entre a percepção individual e os indicadores reais de saúde que chama atenção em uma nova pesquisa realizada com a população brasileira.
O levantamento revela um contraste importante: enquanto 60% das pessoas avaliam a própria saúde de forma positiva, uma parcela significativa da população convive com o excesso de peso e mantém hábitos sedentários.
O corpo nem sempre dá sinais
A ausência de sintomas aparentes não significa ausência de riscos à saúde. A pesquisa traz números preocupantes sobre o estilo de vida e a composição corporal dos entrevistados:
- 63% dos participantes estão acima do peso ideal;
- 26% se enquadram nos critérios clínicos de obesidade;
- 42% afirmam não praticar nenhuma atividade física (sedentarismo);
Entre os praticantes de exercícios, a média é de apenas 2,4 dias por semana.
O excesso de peso e a falta de exercícios físicos estão diretamente relacionados ao desenvolvimento de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares.
Alimentação saudável também depende das condições de vida
Apesar dos desafios no combate ao sedentarismo, o estudo mostra que boa parte dos brasileiros mantém contato frequente com alimentos frescos: cerca de dois terços (66%) consomem frutas, verduras, legumes, ovos ou carnes frescas em pelo menos seis dias da semana.
Entretanto, manter uma dieta equilibrada envolve fatores que vão além das escolhas individuais. Entre as pessoas que relatam dificuldades para ter uma alimentação saudável, os principais obstáculos apontados foram:
- 58% declararam não consumir álcool;
- 30% consomem bebidas alcoólicas 1 ou 2 vezes por semana.
Médicos e especialistas destacam que o uso frequente de álcool está associado a múltiplos problemas corporais, sendo inclusive um fator de risco reconhecido para diversos tipos de câncer.
Quando a rotina pesa
O levantamento também chama atenção para o consumo de bebidas alcoólicas. Embora 58% dos participantes tenham declarado não beber, 30% disseram consumir álcool uma ou duas vezes por semana.
A questão merece atenção porque o consumo de álcool está relacionado a diferentes problemas de saúde e também é reconhecido como fator de risco para diversos tipos de câncer.
Mais do que apontar comportamentos isolados, os dados ajudam a levantar uma reflexão: cuidar da saúde envolve mais do que simplesmente não estar doente ou sentir-se bem no momento.
Prevenção começa antes dos sintomas
Mais do que apontar dados isolados, a pesquisa propõe uma reflexão fundamental: cuidar da saúde vai muito além de não estar doente hoje.
- A prevenção deve começar antes do aparecimento de qualquer sintoma.
- Para garantir qualidade de vida a longo prazo, recomenda-se:
- Manter uma alimentação variada e rica em nutrientes;
- Praticar atividades físicas com frequência regular;
- Reduzir o consumo de bebidas alcoólicas;
- Realizar exames de rotina e acompanhamento médico periódico.
Reforçamos que olhar para a saúde de maneira ampla é entender que os hábitos cultivados no presente determinam a longevidade e o bem-estar do futuro.
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Informações retiradas da Agência Brasil