Começa a caminhada pelo hexa
Gustavo Penna
11/06/2014 às 20h04 - quarta-feira | Atualizado em 22/09/2016 às 16h01

Chegou a hora. A partir dessa quinta-feira, 12, o Brasil e os brasileiros começam a escrever mais um capítulo, o vigésimo, nos 84 anos de história da Copa do Mundo de futebol. Acostumada ao protagonismo, a Seleção Canarinho, dessa vez, vai ser também a anfitriã de um dos maiores eventos esportivos do mundo. E a expectativa é de muita festa e futebol de qualidade. São 32 seleções, 64 jogos, os maiores craques do mundo e um sonho: alcançar o triunfo maior, dia 13 de julho, no lendário palco do Maracanã.
Para alguns, esse sonho está bem distante. Para outros, mais próximo. Mas, para o Brasil, é quase uma obrigação. Pentacampeão, o país com mais títulos mundiais no currículo precisa superar a história para colocar mais uma estrela, a sexta, no escudo oficial. A lembrança do "Maracanazo" de 1950 segue viva com a imagem da derrota, por 2 a 1, para o Uruguai, em pleno Maracanã com quase 200 mil torcedores. E para essa história ser superada, o início da caminhada exige três vitórias convincentes no Grupo A, contra Croácia (o adversário mais forte), México e Camarões.
Caso o cronograma seja seguido à risca pelos comandados de Luiz Felipe Scolari, os obstáculos gigantes devem começar a ser enfrentados já nas oitavas de final. O cruzamento de chaves coloca o Brasil obrigatoriamente no caminho do Grupo B, e decidiria a vaga contra Espanha (atual campeã mundial) ou Holanda (algoz dos brasileiros na Copa de 2010). Com um pouco de "sorte", o adversário poderia ser o Chile que, embora seja uma das potências da América do Sul, é a terceira força do grupo. Para os australianos, sobrou o papel de azarão.
O grupo C promete ser um dos mais equilibrados, sem um grande favorito para ficar com uma das vagas. Mas cada candidato usa sua característica principal para se sobressair. A Colômbia com grande ofensividade, a Grécia com consistência defensiva, a Costa do Marfim com a forca física e o Japão com aplicação tática. Quem se destacar, não vai ter vida fácil na próxima fase. Os adversários vão sair do Grupo D, chave que reúne três seleções campeãs mundiais: Uruguai, Inglaterra e Itália. Tudo pode acontecer na decisão das duas vagas, mas dificilmente a Costa Rica vai conseguir surpreender em uma disputa tão acirrada.
Já no grupo E, a França despontava como favorita absoluta a uma das vagas, mas o corte do craque Ribéry tirou boa parte da força dos campeões de 1998, e deu motivação para os adversários, em especial, para a Suíça, cabeça de chave do grupo, e Equador. Já a equipe de Honduras não deve surpreender.
No grupo F está um dos favoritos ao título e, provavelmente, o principal antagonista dos brasileiros na competição. A Argentina aposta em Messi para assustar, encantar e vencer. O craque do Barcelona tem tudo para ser um dos nomes da Copa e vai ter tempo para se adaptar à pressão que certamente vai receber do torcedor brasileiro, nos três jogos iniciais contra Bósnia, Nigéria e Irã. Europeus e africanos lutam pela outra vaga.
O grupo G reserva o encontro do melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo, e outra grande favorita ao título. A Alemanha, de Schweinsteiger, Lahm e Özil, tem força para liderar a chave, mas deve sofrer nos pés da seleção portuguesa. Gana e Estados Unidos são equipes fortes, mas não parecem reunir qualidades suficientes para superar os europeus. O cruzamento na fase seguinte vai ser com o grupo H, que tem a Bélgica como cabeça de chave. A seleção belga promete ser a maior surpresa da competição. Ainda nas eliminatórias, garantiu a vaga sem ser derrotada e o jovem grupo, liderado pelo meia Fellaini e o atacante Hazard, é uma ótima base também para as próximas edições da Copa do Mundo. A Rússia tem o favoritismo para ficar com a outra vaga da chave, mas a Coreia do Sul tem feito boas atuações recentes. Já a Argélia chega ao Brasil para completar a festa.

De cima para baixo: Neymar (Brasil); Xavi (Espanha); Robben (Holanda); Drogba (Costa do Marfim); Ozil (Alemanha); Balotelli (Itália); Rooney (Inglaterra); Suarez (Uruguai); Benzema (França); Hazard (Bélgica); Honda (Japão); Messi (Argentina); Cristiano Ronaldo (Portugal); Chicharito (México); Eto'o (Camarões).
Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Doze cidades pulsando em festa, mas todo o Brasil também vibrando com o grande espetáculo de futebol até o dia 13 de julho. A emoção começa nessa quinta-feira com Brasil e Croácia, às 17h, na Arena Corinthians, em São Paulo. Primeiro passo dos sete que a Seleção Brasileira precisa para chegar ao hexacampeonato mundial.