O que nos trará 2016?

José Carlos Araújo

02/11/2015 às 13h53 - segunda-feira | Atualizado em 22/09/2016 às 16h05

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O Campeonato Brasileiro já tem seu virtual campeão. Com todos os méritos, é o Corinthians, que manteve uma regularidade impressionante, desde o início da competição. A diferença para os demais participantes pode ser comprovada pela diferença de pontos conquistados.

Arquivo Pessoal

José Carlos Araújo é locutor esportivo da Super Rádio Tupi do Rio de Janeiro/RJ e apresentador do SBT Esporte Rio, da TV SBT-Rio e colunista na revista Boa Vontade.

A luta continua para definir algumas poucas posições, tanto na parte de cima da tabela, para saber quem vai disputar a Taça Libertadores da América e também na parte de baixo, que define os quatro rebaixados para a Sério B, no ano que vem.

Para todos os outros, o ano já terminou. É o que acontece com campeonatos por pontos corridos. Fazem justiça ao melhor, mas não dão chance de recuperação aos demais. E, com a definição quase sempre antecipada do campeão, os jogos que encerram a disputa se tornam sem graça.

Muitos clubes já começam a pensar no ano seguinte e dão férias ou iniciam a reformulação de seus elencos. Isso faz com que vários disputem esses jogos com equipes mistas ou de reservas, prejudicando quem depende deles para chegar ao G4 ou para fugir do Z4.

Mas, não se pode culpar os outros por uma eventual perda do G4 ou queda para a Série B. Afinal, acumular os pontos necessários, em ambos os casos, compete aos próprios clubes, que não devem depender de outros. Precisam ser competentes para atingir seus objetivos.

O que nos resta é torcer para que 2016 seja mais alentador para os clubes brasileiros, quase todos com as finanças combalidas e sem muitas perspectivas de montar grandes equipes. Para complicar, a crise econômica que assolou o país há mais de um ano afasta os patrocinadores e torna tudo muito mais difícil.

A grande esperança é a conquista de um título inédito para o Brasil: o de campeão olímpico. Pela primeira vez, vai disputar esse título, o único que falta em sua história, dentro de casa, no Rio de Janeiro. Nos jogos preparatórios, a Seleção Olímpica não entusiasmou o torcedor.

No entanto, a esperança voltou com a mais recente convocação. Foram chamados jogadores que se destacaram no Campeonato Brasileiro e dão um novo alento ao brasileiro, tão ávido por uma seleção que inspire confiança e o faça novamente vibrar com o futebol.

E é disso que estamos precisando. De renovação, de jogadores talentosos, que nos façam reviver o passado glorioso do futebol brasileiro, tão amargamente ferido nas últimas competições.

Que Deus seja realmente brasileiro.