
José Carlos Araújo escreve: "Que 2016 traga ética e organização de volta"
José Carlos Araújo
01/01/2016 às 10h04 - sexta-feira | Atualizado em 22/09/2016 às 16h05

José Carlos Araújo é locutor esportivo da Super Rádio Tupi do Rio de Janeiro/RJ e apresentador do SBT Esporte Rio, da TV SBT-Rio e colunista na revista Boa Vontade.
Passadas as festas, um novo ano chegou. Quem sabe, com ele, cheguem também a lealdade, a ética, o comprometimento, a organização e gestão, a honestidade, para termos de volta um grande futebol, repleto de craques e jogadas inesquecíveis.
O jogo político vem colocando em xeque a credibilidade do esporte mais amado do mundo. São suspeitas de corrupção em todos os níveis, desde a CBF, passando pela Conmebol e chegando à Fifa.
Há dirigentes de alto escalão presos. Personalidades, como o ex-craque francês Michel Platini e o ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, foram suspensas por 8 anos de qualquer atividade ligada ao futebol pelo Comitê de Ética da entidade máxima desse esporte. No Brasil, há uma confusão quanto à eleição na CBF, bem como uma CPI em andamento.
Torcemos para que tudo seja esclarecido com a prevalência da transparência e da organização que respaldam o espetáculo.
Falando de bola em campo, tivemos a final da Copa do Brasil em dois jogos eletrizantes entre Santos e Palmeiras. O Verdão ganhou com justiça. Entretanto, o que mais chamou a atenção foi o formato da competição em mata-mata, com finais. Deu mais audiência, renda e, principalmente, emoção.
Jogadores, torcedores e patrocinadores preferem esse formato. Há muito, todos clamam pela volta do modelo misto entre pontos corridos e confrontos eliminatórios no Brasileirão. Não dizem que a voz do povo é a de Deus?
Pelo campeonato mundial interclubes da Fifa, foi um passeio do Barcelona sobre todos os clubes. Venceu a final facilmente sobre o River Plate, da Argentina. O disparate econômico e de gestão faz com que os times sul-americanos tenham cada vez menos chances contra os gigantes europeus. Hoje em dia, nos confrontos diretos, já há mais títulos para as equipes do velho continente.
Uma pena, pois essas equipes contam com os nossos talentos. Vejam o próprio Barça, elogiado por todos. Joga um futebol à brasileira, com muita qualidade e talento. Não por acaso, o tão decantado trio MSN é composto pela genialidade de três jogadores sul-americanos: Messi, Suarez e Neymar. Enquanto isso, a maioria dos nossos times joga como o futebol europeu de outrora.
Neymar, único craque brasileiro no momento, foi merecidamente indicado ao prêmio de melhor jogador do mundo. Havia tempo que não tínhamos um jogador nessa seleção.
Agora, nos resta torcer para que de fato os bons velhinhos leiam os nossos pedidos e tomem providências para que tenhamos um 2016 repleto de gols, alegrias, emoções e muita paz no futebol!