Jornalista José Carlos Araújo escreve: Ano-Novo, velhos problemas

Colunista da Boa Vontade, locutor esportivo da Transamérica-Rio e apresentador do "Donos da Bola" na TV Bandeirantes apresenta os destaques do mundo esportivo

José Carlos Araújo

06/01/2014 às 17h00 - segunda-feira | Atualizado em 22/09/2016 às 16h00

Arquivo Pessoal
José Carlos Araújo, locutor esportivo e apresentador do Grupo Bandeirantes de Comunicação (Rádio Bradesco Esportes FM 91,1 — RJ)

O mundo da bola não para e, por incrível que pareça, o Campeonato Brasileiro de 2013 ainda terá desdobramento em 2014, com ações na Justiça Comum por parte de torcedores da Lusa e do Vasco da Gama.

Pela posição legalista do STJD, a Lusa, por descumprimento do regulamento, perdeu pontos, assim como o Flamengo. Só que o clube paulista, em razão dessa punição, foi rebaixado à série B. Assim, o Fluminense, que tinha caído, herdou a vaga da Portuguesa na série A.

Quanto à situação do Vasco, que teve seu direito de defesa cerceado pelo presidente do Tribunal e, em seguida pelo Pleno do mesmo, só resta recorrer à Justiça Comum. O clube não teve qualquer culpa na barbárie de Joinville. Era visitante, não tinha responsabilidade pela organização do jogo. E, além disso, o Atlético-PR jogava em outra cidade por ser reincidente em punição por violência. Houve infração ao Estatuto do Torcedor, bem como ao Regulamento de Competições da CBF.

Ainda teremos muitos capítulos desse agitado brasileirão. Até existe uma corrente para que o Brasileiro de 2014 seja disputado com 24 clubes, divididos em dois grupos de 12 clubes, com o emocionante mata-mata na fase final, o que agrada tanto ao público, com maior emoção, como aos patrocinadores, com maior audiência.

Não somos europeus. Sempre tivemos nossa fórmula de campeonato, que mesclava pontos corridos com duelos eliminatórios e jogos finais. Era um sucesso. Mudamos e o campeonato ficou chato, com campeões com rodadas de antecedência, jogos facilitados para que rivais não fossem campeões.

Outro ponto a ser debatido é o rebaixamento de 20% dos participantes em um campeonato com tantos clubes de tradição. É muito. Não precisamos imitar ninguém nesse ponto. Temos nossas tradições.

Em relação ao movimento Bom Senso F.C, há uma movimentação para greves durante os estaduais. As reivindicações de melhores estruturas de trabalho, um calendário adequado, entre outras, são justas. Entretanto, há de se pensar que, em contrapartida, a maioria dos jogadores, justamente, por terem uma profissão diferente, com horários, viagens, regime de concentração, é muito bem remunerada, com regalias inimagináveis para a população.

Nessa época do ano temos muitas especulações no mercado da bola. Walter e Conca, no Flu; Elias fica ou não no Fla; Maxi Lopes, Neilton e Jorge Wagner  no Botafogo; Martin Silva e Aranda no Vasco; Lúcio no Palmeiras; Vargas e Leandro Damião no Santos e por aí vai.

Enfim, 2014, será uma ano cercado de emoções, posto que seremos de verdade o país do futebol, com a Copa do Mundo. Todos os principais craques estarão em nossos gramados.

Feliz ano novo!