Costa Rica de futebol

Rafael Araújo

21/06/2014 às 13h28 - sábado | Atualizado em 22/09/2016 às 16h01

 

fifa.com
Jogadores costarriquenhos comemoram vitória contra a Itália e a classificação antecipada para a segunda fase do Mundial.

Se analisarmos os guias da Copa do Mundo, vai ser fácil encontrar em um espaço reduzido de uma página a seguinte frase: “Costa Rica não passa de uma zebra na Copa do Mundo de 2014”. E não é para menos. Quem gosta de acompanhar o esporte não apontaria a seleção costarriquenha como a favorita de um grupo com três campeãs mundiais: Uruguai, Itália e Inglaterra.
 
A equipe apelidada carinhosamente pelo seu torcedor de La Sele estreou na competição com uma vitória inquestionável contra o Uruguai, pelo placar de 3 a 1. Diante da Celeste, o atacante Joel Campbell, de 21 anos, com uma atuação de causar inveja a outros craques do Mundial, apresentou o seu cartão de visita. Mas o futebol é assim: uma vitória de um time considerado inferior sempre é classificada como zebra. E a Costa Rica é prova disso.

Ainda sob os olhares de desconfiança, a equipe filiada a Concacaf entrava em campo contra a Itália pela segunda rodada do Grupo D. Adivinhem o que aconteceu? A zebra reapareceu e a Costa Rica venceu, por 1 a 0. Como dizia o radialista Benjamin Wright (1919-2000): “Futebol é uma caixinha de surpresas”. A surpresa veio da América Central para virar uma realidade na Copa do Mundo de 2014.

Classificada para a fase seguinte, a equipe dirigida pelo competente treinador colombiano Jorge Luis Pinto volta a campo na próxima terça feira, 24, para encarar a eliminada Inglaterra. Nas oitavas de final, Colômbia e Costa do Marfim são as prováveis adversárias da zebra, que tem em sua bagagem aqui no Brasil uma caixinha de surpresas. Com a riqueza nos pés de seu jogadores, fique à vontade, em nossas arenas, a Costa Rica de futebol.