Argentinos vestem Brasília de azul e branco para jogo deste sábado

Agência Brasil

04/07/2014 às 10h55 - sexta-feira | Atualizado em 22/09/2016 às 16h02

Estádio Nacional Mané Garrincha, localizado na capital federal.

Aos poucos, a capital federal vai adquirindo tons de azul de branco, cores da seleção argentina, que disputará neste sábado, 5, a terceira  partida das quartas de final da Copa do Mundo, contra a Bélgica, As duas primeiras serão hoje (4): Alemanha e França, às 13h, no Maracanã, no Rio de Janeiro, e Brasil e Colômbia, às 17h, no Castelão, em Fortaleza. Animados, os torcedores argentinos chegam a Brasília e já ocupam a área preparada pelo governo do Distrito Federal para que acampem e deixem seus carros e motorhomes em segurança.

A Granja do Torto, a cerca de 12 quilômetros do Estádio Mané Garrincha, palco do jogo de amanhã, ganhou ares de uma típica arquibancada do estádio La Bombonera, em Buenos Aires, do Boca Juniors,  principais clubes da Argentina. Os veículos estacionados estão enfeitados com bandeiras personalizadas, como se cada carro trouxesse uma pequena torcida organizada.

Um dos veículos chama a atenção. É o El Carnavalito, um ônibus Mercedes-Benz 1974, decorado especialmente para a Copa do Mundo. Um adesivo acima do para-brisa traz seu nome e as bandeiras do Brasil e da Argentina. El Carnavalito trouxe a Brasília o comerciante argentino Elias Sarrouf, de 28 anos, junto com mais quatro amigos, moradores da província de Jujuy. Viajar pelo Brasil em um veículo de 40 anos, “que está andando muito bem”, foi a forma de extrair o máximo de uma experiência de Copa do Mundo, disse Sarrouf.

“É impressionante viver o dia a dia de um Mundial. Em cada lugar, em cada cidade a que fomos, trataram-nos muito bem. As pessoas no Brasil são muito acolhedoras, somos irmãos sul-americanos. A vivência que estamos tendo é muito linda”, destacou o comerciante. O cansaço da viagem está estampado no rosto de cada um, mas falar de futebol é combustível suficiente para manter o ânimo de todos.

“Vou torcer pelo Brasil contra a Colômbia e no próximo jogo também. Eu quero uma final com vocês. Nós queremos, mas vocês, não! Vocês têm medo de um maracanazo!”, provocou Elias, com bom humor, referindo-se à partida final da Copa de 1950, disputada no Maracanã. Naquela final, o Brasil, que precisava de um empate para ficar com o título, perdeu do Uruguai nos minutos finais. O episódio ficou conhecido como Maracanaço.

Xavier Stanco, de 35 anos, programou-se com mais antecedência. Comprou as entradas pelo siteda Fifa, em novembro do ano passado, pagando R$ 180 reais por partida. Morador de Buenos Aires, Stanco chegou a Brasília com um amigo em uma caminhonete. Nela, eles dormem e cozinham em um pequeno fogão instalado na carroceria. Esta foi a forma encontrada para economizar o máximo de dinheiro possível.

E é a bordo de El Carnavalito que Sarrouf e seus amigos torcem para que o time liderado por Messi volte ao Rio de Janeiro, desta vez para disputar a final da Copa. Eles reconhecem, porém, que, perdendo ou ganhando nos gramados, a experiência de todos os torcedores estradeiros no Brasil será única e para sempre.