Abertura da Olimpíada homenageará povo brasileiro e fará brado à Paz

André Gonçalves

05/08/2016 às 11h28 - sexta-feira | Atualizado em 22/09/2016 às 16h05

Ricardo Stuckert/ CBF

Nesta sexta-feira, 5, no estádio do Maracanã, ocorreu um dos momentos mais aguardados dos Jogos Olímpicos: a cerimônia de abertura. O tema central do espetáculo foi a história do povo brasileiro, destacando os costumes indígenas, a colonização europeia, a influência cultural africana e a chegada dos asiáticos.

O momento que surpreendeu o público foi a tradicional contagem regressiva. Paulinho da Viola foi o responsável por cantar o Hino Nacional. Os organizadores já haviam comentado que a cerimônia seria marcada pela criatividade, com diversas performances artísticas, apresentações nas alturas e muitas cores. E realmente impressionou.

A modelo internacional Gisele Bündchen também participou do espetáculo e subiu ao gramado do Maracanã ao som da música “Garota de Ipanema”, um clássico da Bossa Nova. A cerimônia também foi marcada pela mensagem de Paz mundial e de conscientização ambiental.

Nos instantes finais do evento, ocorreram os tradicionais desfiles das delegações em que cada atleta trouxe consigo uma semente. Yane Marques, atleta do pentatlo, foi a porta-bandeira brasileira. O ex-jogador Pelé, que era cotado para acender a pira olímpica, alegou problemas de saúde e não esteve na abertura. Coube ao maratonista Vanderlei Cordeiro acender a Chama Olímpica.

Beth Santos/ PCRJ

A responsável pelas coreografias é Deborah Colker. Foram selecionados 12 mil voluntários e confeccionados 10 mil figurinos. A direção artística da cerimônia ficou a cargo de Fernando Meirelles, Andrucha Waddington, Rosa Magalhães e Daniela Thomas. Abel Gomes ficou responsável pela produção executiva.

LEIA TAMBÉM:
Brasil tropeça na estreia dos Jogos Olímpicos e empata com a África do Sul
Futebol feminino do Brasil estreia com vitória na Olimpíada

Ao todo, mais de 200 delegações participaram do desfile. Os trajes da delegação brasileira, criados pela estilista Lenny Niemeyer, ressaltaram a elegância tropical. Os homens usaram camisa social branca, calça de sarja na cor areia e blazer azul marinho. Já as mulheres, desfilaram com saia, echarpe com estampas verdes, amarelo e azul, blusa e chapéu de palha. Os sapatos, masculino e feminino, foram de camurça na cor areia.

Foram 300 dançarinos profissionais com 400 mil horas de trabalho, 5 anos de preparação, 300 pessoas na produção, 5 mil voluntários em cena, 500 horas de ensaios, 12 mil atletas, 60 mil espectadores no estádio, 2 mil contratados terceirizados, 36 quilômetros de tecido para 12 mil figurinos, 2 mil canhões de luz, 3 mil quilos de fogos de artifício, 45 chefes de Estado, 109 projetores e 14 quilômetros de cabos.