Saúde mental dos jovens: uma batalha silenciosa que precisa de acolhimento
Ansiedade, depressão, bullying e pressão social estão entre os desafios enfrentados por adolescentes. Saiba reconhecer sinais e a importância de buscar ajuda
Anna Douradinho
31/08/2026 às 14h41 - segunda-feira | Atualizado em 10/09/2026 às 08h59

A adolescência é uma fase marcada por descobertas, mudanças e desafios. Mas, para muitos jovens, esse período também pode ser acompanhado por ansiedade, depressão, solidão e outros sofrimentos emocionais. Muitas vezes, essa realidade permanece escondida, tornando-se uma verdadeira batalha silenciosa.
Segundo dados apresentados pela revista BOA VONTADE, edição 317, um em cada sete adolescentes de 10 a 19 anos vive com algum transtorno mental no mundo. Entre os principais problemas estão a ansiedade, a depressão e os transtornos de comportamento.
No Brasil, a situação também chama atenção. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) mostram que 28,9% dos estudantes de 13 a 17 anos afirmaram ter sentido tristeza sempre ou na maioria das vezes nos 30 dias anteriores à pesquisa.
O sofrimento nem sempre é visível
Mudanças de comportamento, isolamento, irritabilidade, alterações no sono, queda no rendimento escolar e perda de interesse por atividades que antes proporcionavam prazer podem ser sinais de que algo não vai bem.
Entre os fatores que podem aumentar a vulnerabilidade dos adolescentes estão o bullying, a violência, a discriminação, a exclusão social e dificuldades familiares ou econômicas. As redes sociais também podem contribuir para a pressão por padrões de beleza e estilos de vida idealizados, favorecendo comparações e inseguranças.
Por outro lado, relações familiares fortalecidas, ambientes seguros, amizades saudáveis e espaços de escuta e acolhimento são importantes fatores de proteção.
Pedir ajuda é um ato de coragem
A história de Luanne Emerick mostra como o acolhimento pode fazer diferença. Aos 15 anos, a jovem enfrentava bullying, ansiedade generalizada e depressão. Ela conta que sentia vergonha de si mesma e acreditava que precisaria enfrentar tudo sozinha.
“Procurar ajuda não é sinal de fraqueza, é sinal de que somos fortes o suficiente para encarar as batalhas e saber que não precisamos vencê-las sozinhos”, afirma Luanna.
A mudança começou quando encontrou apoio em um grupo religioso. A convivência, a espiritualidade e a participação em atividades como o Coral Ecumênico Boa Vontade contribuíram para que ela encontrasse novas perspectivas diante das dificuldades. Segundo ela, aquele gesto fez com que começasse a se sentir amparada.
“Ocorreu quando o pregador ecumênico da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo chegou em mim, me deu um abraço e disse: ‘Sei que no fundo você não está bem, quer conversar?’”, conta.
Sua experiência reforça uma mensagem fundamental: ninguém precisa enfrentar o sofrimento emocional sozinho.
Cuidar também é ouvir
Falar sobre saúde mental é oferecer espaços seguros para que adolescentes possam expressar seus sentimentos sem medo de julgamento. Família, escola, amigos, profissionais especializados e a espiritualidade podem contribuir nesse processo, mas, quando necessário, é fundamental buscar também ajuda psicológica ou médica. Mais do que oferecer respostas prontas, é importante saber ouvir e acolher, mostrando ao jovem que ele não está sozinho.
Pela Vida, vale a pena lutar!
Para quem está passando por um momento de dificuldade e sente necessidade de conversar, existe também um espaço de escuta e acolhimento espiritual. O atendimento “Pela Vida, vale a pena lutar!” é oferecido por missionários da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, preparados para conversar e oferecer apoio de forma sigilosa e acolhedora. Para receber esse amparo, clique aqui.
O relato de Luanne, publicado na revista Boa Vontade, edição 317, reforça a importância de reconhecer os sinais de sofrimento emocional e de buscar ajuda. Sua trajetória mostra que o acolhimento e o apoio adequado podem fazer a diferença no enfrentamento dos desafios relacionados à saúde mental.