Como pais e educadores devem lidar com as crianças tímidas?

A timidez pode prejudicar a aprendizagem de crianças e jovens, bem como o convívio social,

Wellington Carvalho

28/03/2022 às 08h20 - segunda-feira | Atualizado em 28/03/2022 às 08h47

A timidez pode prejudicar a aprendizagem de crianças e jovens, bem como o convívio social, podendo limitar as relações interpessoais, necessárias para a realização das atividades. Por isso, a união entre família e escola é imprescindível para que os educandos se sintam confiantes.

“Em geral, a timidez é uma característica física”, explica a mestre em Educação Tania Zagury ao programa Educação em Debate, da Super Rede Boa Vontade de Rádio. Ela explica que “a timidez não é uma doença, nem um transtorno mental, pois numa tomografia computadorizada do cérebro de uma criança de dois meses, já se pode notar se ela é tímida.”

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Para um estudante tímido, por exemplo, a simples tarefa de ir à frente da sala para a apresentação de um seminário torna-se uma atividade penosa. De acordo com a especialista, além da dificuldade de falar, os sinais típicos de timidez são: tremores, suor excessivo, aceleração dos batimentos cardíacos, desconforto abdominal e até mesmo náuseas e vômitos.

Caso identifique esses sinais em algum estudante, o professor deve colocar-se à diposição para auxiliá-lo.“O importante é conhecer o seu aluno, podendo conversar com ele, motivando-o”, explica a mestre em Educação. Além do diálogo, o educador pode se utilizar de outros mecanismos para que a timidez do aluno não prejudique os estudos, como avaliar os esforços dele em trabalhos em grupo.

Entretanto, além da ajuda em sala de aula, a criança ou jovem também precisa do apoio dos pais para vencer esse obstáculo. “A família não deve obrigar o aluno a se livrar da timidez, fazendo com que esteja em situações que pioram o estresse dele. Ela deve reforçar o que ela tem de bom. Também devemos entender que uma criança tímida não será obrigatoriamente um adulto tímido”, ressalta Tania Zagury.