Estudos: motivação é importante ferramenta para êxito do aluno

Dialogar sobre a rotina escolar, assim como incentivar metas, são pontos que favorecem o incentivo à aprendizagem

Wellington Carvalho

10/03/2015 às 18h09 - terça-feira | Atualizado em 22/09/2016 às 16h00

Um problema que muita gente encara durante a adolescência é a falta de vontade de estudar. Sem motivação para aprender, corre-se sérios riscos de abandono escolar, como aconteceu com 760 mil estudantes brasileiros do Ensino Médio em 2012, de acordo com dados do Censo Escolar 2013. Segundo o Relatório de Desenvolvimento 2013, divulgado pelas Nações Unidas no ano passado, infelizmente, o Brasil está em um ranking que não dá nem uma pontinha de felicidade: o dos 20 países com maior taxa de evasão escolar.

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Malala Yousafzai.

Largar os estudos pode ser consequência de diferentes problemas. No caso da paquistanesa Malala Yousafzai, de 16 anos, a violência e o machismo foram grandes fatores que a poderiam ter levado a isso. Mas, sua força de vontade e a compreensão da importância dos estudos para uma vida promissora foram as razões para que a jovem enfrentasse os que são contra a educação de meninas em seu país. Sua luta pela igualdade de gênero foi reconhecida internacionalmente e, em 2014, chegou a receber o Prêmio Nobel da Paz.

Talvez, a determinação de Malala seja o suficiente para muitos compreenderem o valor do acesso à educação e passarem a aproveitar essa oportunidade. Contudo, problemas como bullying e descontentamento com notas, entre outros, podem diminuir a vontade de aprender. =/

É importante se sentir amparado e incentivado a não desistir da vida acadêmica. Para isso, conversar com amigos e familiares sobre a vida escolar é sempre preciso, tanto para dizer o que sente, caso não se sinta motivado a seguir com os estudos, quanto para entender o que pode levar alguém a essa situação, e ajudá-lo a sair dessa. 

CONVERSE

“Devemos conduzir nossos filhos sob a luz de todo o discernimento para que nenhum tipo de ignorância chegue e tome conta do seu modo de agir. A família deve ficar bem atenta à boa condução dos filhos por meio da conversa”, explica a doutoranda em Educação Suelí Periotto, supervisora da Pedagogia do Afeto e da Pedagogia do Cidadão Ecumênico que, criadas pelo educador Paiva Netto, são aplicadas nas Unidades socioeducacionais da Legião da Boa Vontade (LBV).

Para o diretor da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, José Carlos Jadon, é no ambiente familiar, de fato, que o jovem deve receber as primeiras orientações na busca de aprendizado para alcançar êxito na educação.

INCENTIVE A METAS

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Colaborar com os trabalhos e deveres do colégio sempre favorecem.

De acordo com o especialista, além de sempre promoverem um espaço aberto para os filhos exporem sua rotina na escola, os pais devem mostrar a eles o significado dos estudos e motivá-los a terem metas, como uma estável posição na carreira profissional. “Tem que motivar, porque eles vão se apresentar diante de outras pessoas e elas os avaliarão”, alertou durante o programa Educação em Debate*, da Super Rede Boa Vontade de Rádio.

Quando o incentivo começa em casa, o professor tem maior facilidade em transmitir o conhecimento e, então, encontra outras oportunidades para ter a atenção de seus alunos. Por isso, é importante que o educador esteja bem preparado para a prática de ensinar, já que “os adolescentes estão muito mais informados por meio da internet e outros meios de comunicação. O comportamento [deles] muda, pois acompanha a evolução do mundo”.

O professor José Carlos Jadon ainda destaca o quanto é bom mostrar aos jovens que “Deus está presente em todos os lugares e que fazemos parte dessa força. Ele se manifesta através do poder da palavra, das nossas ações, dos nossos sonhos. Procurar passar isso aos alunos que estão em formação, naquele período de transição [que é a adolescência] é bastante importante”.

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*O programa Educação em Debate, da Super Rede Boa Vontade de Rádio, é veiculado aos sábados ao meio-dia; aos domingos, às 7 horas; com reapresentação especial às segundas-feiras, às 13h.