SUS oferece novo tratamento para tipo raro de câncer

Da redação

05/09/2014 às 15h27 - sexta-feira | Atualizado em 22/09/2016 às 16h02

O Sistema Único de Saúde (SUS) incluirá em sua tabela de atendimento um novo processo de quimioterapia para o Tumor Estromal Gastrointestinal (GIST). Os pacientes da rede terão acesso ao medicamento Mesilato de Imatinibe, uma intervenção auxiliar recomendada para pessoas com risco de retorno da doença após a retirada do tumor.

Esse remédio já era usado pelo SUS no tratamento de outros cânceres, como Leucemia Mielóide Crônica e Leucemia Linfoblástica Aguda, e também para quimioterapia paliativa do próprio GIST.

A estimativa é de que a inclusão do processo beneficie cerca de 500 pacientes ao ano e gere impacto financeiro da ordem de R$ 5,8 milhões. O uso do medicamento após a cirurgia visa reduzir o risco de reincidência da doença, aumentando a sobrevida do enfermo. O GIST é um tipo raro de câncer que atinge principalmente o trato digestivo.

Em julho, o Ministério da Saúde publicou uma portaria de atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da enfermidade. No novo documento, foi mantido o uso do Mesilato de Imatinibe para função paliativa, definindo ainda os critérios para o uso adjuvante do remédio.

Com a sua inclusão na Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses/Próteses e Materiais Especiais do SUS, os serviços já podem registrar e faturar o procedimento ofertado e receber pelos atendimentos realizados. O medicamento será adquirido pela pasta, sendo fornecido pelas secretarias estaduais de saúde aos hospitais credenciados no SUS e habilitados em oncologia.

A incorporação foi decidida pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia (CONITEC), que estabelece garantias à proteção do cidadão quanto à segurança e eficácia de novas tecnologias incorporadas ao SUS, por meio da comprovação da evidência clínica consolidada e os estudos de custo-efetividade.

O Tumor Estromal Gastrointestinal ocorre em ambos os sexos e em qualquer faixa etária, embora seja mais comum em pessoas acima dos 40 anos de idade. Esses tumores correspondem a aproximadamente 1% das neoplasias primárias do trato digestivo. A doença registra de 7 a 20 casos por milhão de habitantes.

A GIST manifesta sangramento, perfuração e obstrução. Cerca de 20% dos casos são assintomáticos e os tumores encontrados durante endoscopias, exames de imagem do abdômen ou procedimentos cirúrgicos, como gastrectomias.

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Com informações do Ministério da Saúde