Renomada atriz Fernanda Montenegro

Nathan Rodrigues

14/10/2016 às 10h36 - sexta-feira | Atualizado em 14/10/2016 às 10h43

A seção Linha do Tempo se dedica a reunir depoimentos memoráveis de personalidades sobre o trabalho prestado pela Legião da Boa Vontade, há mais de seis décadas, a milhares de famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade social e pessoal.

Divulgação
Fernanda Montenegro foi agraciada com a Comenda da Ordem do Méritoda Fraternidade Ecumênica, do ParlaMundi da LBV, na categoria Arte e Cultura.

Nesta semana, o Portal Boa Vontade resgata as palavras da renomada atriz Fernanda Montenegro, uma das grandes referências da dramaturgia brasileira. Em 1997, ao receber a Comenda da Ordem do Mérito da Fraternidade Ecumênica, do Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica, o ParlaMundi da LBV, na categoria de Arte e Cultura, ressaltou o pioneirismo da Instituição: "A LBV tem uma palavra e uma presença de conforto há muitos anos, e isso me toca. Já nos primórdios da Legião se falava do fato ecumênico, isso João XXIII ainda não havia conceituado dentro da Igreja Católica, por exemplo. E hoje em dia é fundamental você respeitar os caminhos que o mundo tem para chegar a Deus, pois Ele é um só. Um abraço também ao Paiva Netto, que é uma pessoa extremamente gentil e empreendedora".

 

Depois, comentou a atuação da LBV: “O que me toca na Legião da Boa Vontade, na verdade, é todo o atendimento social que ela faz por esse Brasil afora. O lado espiritual é ótimo, é maravilhoso, mas se ele não tiver um embasamento na misericórdia e na ajuda ao próximo desvalido, Jesus não vai tomar nenhum conhecimento da alma da gente. Estou falando não como Legionária, mas como um Ser Humano que entende a palavra ‘fraternidade’. Muito obrigada!”, completou.

Em outra ocasião, em visita ao Templo da Boa Vontade, a Pirâmide dos Espíritos Luminosos, a Pirâmide das Almas Benditas, Fernanda viu, com surpresa, o retrato dela no Painel A Evolução da Humanidade — uma homenagem de Paiva Netto a destacadas figuras que trouxeram, em todas as épocas, importantes contribuições ao progresso dos povos. “É uma surpresa grande. Aceito, de coração, porque inclusive estou junto com Paulo Gracindo e Shakespeare, de maneira que é um painel totalmente teatral. Muito obrigada pela lembrança, é uma homenagem bonita, tocante”.

Arlette Pinheiro Esteves da Silva, verdadeiro nome da atriz, nasceu em 16 de outubro de 1929, na cidade do Rio de Janeiro, RJ. Começou cedo sua tão bem-sucedida carreira, aos 15 anos, trabalhando em rádios como locutora e fazendo adaptações e traduções de peças para o formato de radionovelas.

Na década de 1950, deu seus primeiros passos no teatro com a peça Alegres Canções nas Montanhas. Nos palcos, conheceu o saudoso ator Fernando Torres, com quem viria a se casar, em 1953. Do duradouro relacionamento, nasceram os dois filhos do casal, a atriz Fernanda Torres e o cineasta Cláudio Torres.

Na televisão, presenteou os telespectadores com personagens inesquecíveis. Suas tocantes interpretações também marcaram época no cinema, em filmes como Eles não usam Black Tie, o Auto da Compadecida e Central do Brasil, que rendeu à atriz uma indicação ao Oscar. Coleciona prêmios nos mais importantes festivais de cinema do mundo, como Urso de Ouro, do Festival Internacional de Cinema de Berlim e o Globo de Ouro.