Amor solidário: a força da evolução

O Amor é superior a todos os outros sentimentos, visto que compreende a essência divina que habita em cada um de nós

Wellington Carvalho de Souza

09/06/2017 às 08h51 - sexta-feira | Atualizado em 14/06/2017 às 14h24

Felipe Moreno
Wellington Carvalho de Souza, colaborador do Portal Boa Vontade.

O Dia dos Namorados chegou. E essa é uma data proveitosa para refletirmos quanto aos nossos atos em relação àqueles que dizemos amar, inclusive além da esfera romântico-amorosa — que poderia ser encarada, em muitos casos, com maior grau de importância. Afinal, sempre podemos fazer mais do que oferecer mimos e presentes.

É necessário aperfeiçoar o Amor que muitos de nós empregamos. Distingui-lo de interesse, ainda que este seja camuflado. Ele, o AMOR, não é como uma moeda a ser trocada pela beleza do outro, pela inteligência, nível socioeconômico, ou seja lá o que for com que se possa obter algum tipo de benefício. Tal sentimento é superior a todos os demais, visto que compreende a essência divina que habita em cada um de nós, como aprendemos com a Religião do Terceiro Milênio.

Aliás, sabemos que o Amor é o próprio Deus (1 João, 4:8), conforme definiu João Evangelista, fundamentado nas lições do Divino Mestre, Jesus. Em inúmeras oportunidades no dia a dia, somos convidados a revelar a Causa das causas como ela realmente é: libertadora, desprendida, digna, paciente, humilde, tolerante, empática, solidária, alegre, perseverante. Amor que não aprecia só a cor dos olhos, o brilho dos cabelos, a curva do sorriso, a intelectualidade, o doce dos beijos ou o calor dos abraços. Amor que vai além: que estende a mão àquele que cai; que enxuga as lágrimas do desesperado; que desconsidera a fuga em meio às dificuldades; que sublima o sofrimento. Amor que é primo da renúncia e irmão da misericórdia. É este que Jesus, do mais alto céu, nos convoca a exercer em qualquer relacionamento e, especialmente, para com toda a coletividade: “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros” (Evangelho do Cristo de Deus, segundo João, 13:34 e 35).

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Ao passo que evoluímos, vamos adquirindo a sabedoria de que amar é oferecer ao outro, ainda que [aparentemente] não mereça, o mesmo afeto e dedicação que Jesus tem para conosco: pobre humanidade, falha e ignorante, sem ter algo com que retribui-Lo. É ofertar o melhor de si sem clamar por gratidão ou reconhecimento, mas compreendendo que ambos surgirão no tempo devido. É desprezar as ofensas recebidas, mas não quem as realizou. Não ser condescendente com as injúrias, mas incentivar o enfrentamento das mesmas. É repudiar os erros, mas não abrir mão de quem os cometeu.

Não à toa, o jornalista, radialista e escritor Paiva Netto afirma: “Amar é um ato de coragem. Foi o exemplo que nos ofereceu Jesus. É a Política mais inteligente que um indivíduo pode conceber”. E é mesmo! Trata-se da sublime escolha que impulsiona nossa evolução! Quem ama conforta, respeita, socorre, perdoa, corrige, disciplina, justifica, reeduca! Suporta as provas com maior resistência. Esse nobre sentimento é como um facho de luz capaz de ultrapassar o emaranhado de veias, tecidos e órgãos do ser amado, despertando o que nele há de melhor. Quem ama dificilmente percebe o quanto transforma a vida de alguém e igualmente o mundo!

Ah... Benditos os que sabem amar de verdade! Inabalável a pessoa que sabe jubilar-se pela felicidade dos que lhe cercam. É como uma árvore frondosa, impossível de ser cortada, concedendo sombra aos que se lhe achegam. Ou um grande rio de águas límpidas, que fornece vida ao seu entorno e que livra-se dos detritos por meio de suas correntezas.
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*Wellington Carvalho de Souza, 21, é redator da revista BOA VONTADE.

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