Países emergentes estudam medida única para reduzir a poluição no mundo
Agência Estado
30/07/2010
Os países emergentes estudam levar à próxima Conferência do Clima uma proposta única de redução das emissões de gases de efeito estufa. O texto deverá estabelecer critérios que permitam o desenvolvimento sustentável e cobrar que as nações ricas assumam mais responsabilidade pelo aquecimento global.
Durante um encontro realizado nessa segunda-feira, 26, no RJ, ministros do grupo Basic (Brasil, África do Sul, Índia e China) anunciaram a realização de estudos técnicos nos próximos meses para elaborar os parâmetros que serão levados à cúpula da ONU, marcada para novembro e dezembro em Cancún, no México.
As autoridades cobram a adoção de metas diferenciadas para reduzir as emissões de cada nação, mas ainda não chegaram a um acordo relativo aos critérios a serem usados para estabelecer esses limites.
Segundo a proposta, cada país teria direito a emitir um volume máximo de gases de efeito estufa, para tentar evitar um aumento significativo da temperatura do Planeta. Para impedir um aquecimento de mais de 2°C em relação ao período pré-industrial, o Brasil defende o uso de parâmetros históricos, em que os países desenvolvidos estariam sujeitos a restrições maiores. A Índia sugere a adoção de metas de emissão per capita, em que as nações mais populosas teriam direito a limites mais altos.
Representantes das quatro nações se encontrarão novamente em outubro, em Pequim, para acertar os pontos do documento, que será proposto aos países em desenvolvimento do chamado G-77 e levado a Cancún.