Rinite alérgica: meses de junho e julho têm maior incidência
Marcos Franchi
27/07/2010
Porto Alegre, RS — No Brasil, a rinite alérgica é uma doença que atinge, com mais prevalência, crianças e adolescentes. Com base num recente estudo realizado por especialistas no assunto, os meses de junho e julho registram o maior número dos casos.
Ao
Portal Boa Vontade, o pneumologista Paulo Goundenfun salientou que a enfermidade é de origem genética, se manifestando por diversas situações. E mesmo sendo uma doença que não tem cura, é possível controlar os sintomas, desde que o paciente faça o tratamento corretamente.
Coriza, lacrimejamento, coceira e espirros são alguns sinais que, segundo o pneumologista, "perduram até meses se não forem tratados adequadamente". A coceira pode ser na garganta ou nos olhos. Todos os doentes apresentam tais sintomas minutos após o contato com o alérgeno, e cerca de metade deles terão novamente sintomas cerca de 4 a 6 horas depois.
Mesmo no inverno, manter a casa arejada é imprescindível. "Sempre deve ter um espaço na janela para que o ar possa ser renovado." Outros fatores inespecíficos, como as mudanças bruscas de temperatura, frio e umidade do ar, são também prejudiciais aos doentes com rinite alérgica.
Pessoas portadoras da doença devem evitar ambientes que tenham os fatores desencadeantes das crises como, por exemplo, locais em que haja fumaça de cigarros, ambientes que tenham cachorros e gatos. Segundo o médico, não é aconselhável o uso de travesseiros de penas e roupas de lã, além do contato com produtos químicos. Cortinas e carpetes devem ser lavados periodicamente evitando, assim, o acúmulo de poeira.