Os 45 anos da carreira de Maria Bethânia são tema de congresso na Bahia
Nizete Souza
05/02/2010

- Na programação do Congresso, palestras analisaram a vida e obra de Maria Bethânia
Salvador, BA — A Bahia celebrou entre os dias 4 e 5 de fevereiro os 45 anos de carreira de uma de suas mais ilustres artistas, Maria Bethânia. Para festejar essa marca, intelectuais como o poeta José Carlos Capinam, o sociólogo Milton Moura, a dramaturga Aninha Franco, o jornalista Marlon Marcos, além da escritora e irmã da cantora, Mabel Velloso, palestraram durante o Congresso Brasileiro sobre o Canto e a Arte de Maria Bethânia.
Em entrevista à Super Rádio Cristal (AM 1350), emissora da Super Rede Boa Vontade de Rádio, o antropólogo e jornalista Marlon Marcos enfatizou que o evento teve como propósito analisar a trajetória artística de Maria Bethânia, numa perspectiva científico-acadêmica, envolvendo estudos multidisciplinares que abrigam a antropologia, a história, a sociologia, teorias comunicacionais, análise do discurso, letras, literatura, poesia, cultura popular, artes visuais, cordel e música.
Pela primeira vez a obra de uma intérprete da Música Popular Brasileira é discutida dessa maneira, por meio de leituras científicas e artísticas para revelar o seu conteúdo de relevância sociocultural, realçando identidades e identificações do Brasil.

- Mabel Velloso, irmã de Maria Bethânia, concede entrevista à Super Rádio Cristal AM 1350 kHz.
A escritora Mabel Velloso, que representou a homenageada, recordou o talento precoce da irmã: “Bethânia, desde menina, sempre teve jeito para cantar, brincar, sempre foi uma menina criativa. Ao cantar numa casa em Salvador, foi ouvida por Nana Leão. Logo depois, num show que tinha para fazer, Nana Leão ficou doente e teve a ideia de convidar essa menina da Bahia, que ela tinha visto cantar. Na época, Bethânia tinha 17 anos e ficou feliz. Foi para o Rio de Janeiro e ficou por lá, isso em 1965, faz agora 45 anos. Foi eu quem recebeu o telefonema (com a notícia de que ela ficaria na capital fluminense). Chorei porque sabia que ela ia e não voltaria, tinha uma voz muito bonita, voz forte (risos). Para nós é uma alegria muito grande”.
Ao confraternizar-se com os representantes da LBV no evento, a querida Mabel registrou:
“Passe para o Paiva Netto o nosso agradecimento dessa amizade tão bonita que ele tem com todos nós”.