30 de janeiro: Dia da Não Violência
Nathan Rodrigues
29/01/2010
São Paulo, SP — Em 30 de janeiro comemorou-se o Dia da Não Violência. A data foi proclamada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como forma de homenagear o líder pacifista Gandhi (1869-1948), assassinado neste dia.
O indiano é considerado um ícone na luta pelos direitos humanos e da justiça. Suas marchas que promoviam a não violência como repressão passiva foram fundamentais para a independência de seu país, antes colônia britânica.
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As bases do movimento pacifista foram utilizadas no Movimento pelos Direitos Civis nos Estados Unidos, sob a liderança de Martin Luther King Jr (1929-1968). Suas manifestações baseavam-se em greves e passeatas com discursos que pediam o fim da discriminação racial. O mais famosos deles, I Have a Dream (Eu Tenho um Sonho, em português), foi declamado na famosa Marcha Sobre Washington, que reuniu mais de 200 mil pessoas.
A não violência também fez parte dos protestos que pediam o fim do Apartheid, na África do Sul, que restringia os direitos civil, econômico e político de grande parte da população, formada por negros. Principal nome desta luta, Nelson Mandela foi agraciado no ano de 1993 com o Prêmio Nobel da Paz. Um ano depois, foi eleito presidente do país.
Arun Gandhi emociona-se em homenagem de Paiva Netto a seu avô
No ano de 2000, em Brasília/DF, ocorreu o Fórum Paz no Planeta, que reuniu personalidades e renomados conferencistas do Brasil e do Exterior, sugerindo soluções para os problemas decorrentes da violência. O evento, que contou com o apoio da Legião da Boa Vontade (LBV), foi promovido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e pela Universidade da Paz (Unipaz) que escolheram o Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica (ParlaMundi da LBV) para sediar o acontecimento em razão da ambiência de Paz que caracteriza o local.
Arun Gandhi, neto do Mahatma Gandhi, foi um dos palestrantes desse encontro. Acompanhado de sua esposa, Sunanda, vivenciou uma forte emoção no monumento mais visitado do Distrito Federal. Na oportunidade, participou de uma singular homenagem do diretor-presidente da LBV em memória ao líder indiano propagador da não violência. A solenidade teve lugar no Salão Nobre do Templo da Boa Vontade (TBV), a Pirâmide das Almas Benditas, onde se encontra a imagem de seu avô no painel A Evolução da Humanidade, idealizado por Paiva Netto, no qual figuram grandes luminares da História.
"Muito obrigado. É uma grande honra estar na LBV para esta maravilhosa cerimônia. É bom ver que o meu avô está representado no TBV. Porque, durante toda a sua vida, ele acreditou que o desentendimento entre religiões causou muita violência no mundo. Ele queria que as pessoas se unissem. Enquanto seguiam as suas próprias religiões, deveriam também respeitar todas as demais que existem no Planeta. E nos considerarmos uma grande família", declarou Arun.
Conforme seu relato, o Mahatma incorporou em seu serviço de orações de todas as manhãs e noites preces de diferentes correntes religiosas: "Ele costumava fazer as orações do lado de fora da casa, debaixo de uma árvore, e nós crescemos com esse tipo de tradição, em que cantávamos hinos do Cristianismo, Islamismo, Budismo, Hinduísmo, Judaísmo... todos os dias. Tivemos a oportunidade de aprender e respeitar as diversas religiões. Estou muito feliz pelo Templo da Legião da Boa Vontade e seus voluntários levarem o Ecumenismo para o mundo. Tenho certeza de que meu avô ficaria muito orgulhoso disso também. Desejo todo o sucesso ao senhor Paiva Netto".